Rei Charles III chega aos EUA para visita oficial em meio a tensão diplomática
Rei Charles III chega aos EUA para visita oficial

O rei Charles III e a rainha Camila chegaram aos Estados Unidos nesta segunda-feira (27) para uma visita oficial de quatro dias, que inclui um encontro com o presidente Donald Trump. A viagem ocorre em um momento de tensão entre Londres e Washington, aliados históricos, e apenas dois dias após um incidente de segurança: no sábado (25) à noite, um homem armado invadiu um jantar com a imprensa com a intenção de atirar em Trump.

Agenda da visita

A visita, planejada antes da guerra com o Irã, também marca os 250 anos da independência americana. A programação foi definida antes da ofensiva liderada por Trump e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contra o Irã. Apesar do incidente de segurança, a agenda foi mantida, com reforço na proteção do monarca.

Cronograma da visita

  • Segunda-feira (27): Após a chegada em Washington, Charles III e Camila participam de um chá privado com Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, seguido por uma recepção no jardim da Casa Branca.
  • Terça-feira (28): O rei será recebido com honras militares e terá um encontro privado com Trump, inicialmente sem a presença da imprensa. À tarde, fará um discurso no Congresso americano e, à noite, participará de um banquete oficial.
  • Quarta-feira (29): O casal segue para Nova York, onde prestará homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro e participará de um evento com representantes das indústrias criativas.
  • Quinta-feira (30): A agenda continua no estado da Virgínia, em celebrações pelos 250 anos da independência americana.

Crise diplomática

O momento da visita é considerado delicado. Historiadores britânicos classificam a situação como a pior crise anglo-americana em um século, segundo a AFP. Trump tem feito críticas públicas ao primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chamando os porta-aviões britânicos de “brinquedos” e afirmando que o premiê “não é Winston Churchill”. Um dos pontos de atrito envolve a soberania das Ilhas Malvinas. Um e-mail vazado do Pentágono indicou que os EUA poderiam rever o apoio ao Reino Unido no tema. O governo britânico reagiu, reiterando que o arquipélago pertence ao país desde 1833, apesar da disputa com a Argentina. Embora a Casa Branca não tenha comentado oficialmente o vazamento, o documento é visto como pressão sobre aliados da OTAN que, na avaliação de Trump — como Reino Unido e Espanha —, estariam contribuindo menos do que o esperado na guerra contra o Irã. Além disso, Trump é alinhado politicamente com o presidente argentino Javier Milei.

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