Quase metade dos brasileiros teme reeleição de Lula ou eleição de Flávio Bolsonaro
Quase metade teme reeleição de Lula ou eleição de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua candidatura presidencial como um "projeto de Deus", afirmando que aceitou a missão divina de suceder o pai, Jair Bolsonaro. Em evento em Sinop (MT), ele declarou: "Deus usou o meu pai para apontar o dedo para mim e falar: 'Vai você, garoto, porque você está preparado, porque você tem o meu sangue'." A cidade, com 220 mil habitantes e forte base eleitoral bolsonarista, deu 80% dos votos a Jair Bolsonaro nas últimas eleições.

No entanto, a falta de identidade própria de Flávio é evidente em pesquisas qualitativas. A pesquisadora Cila Schulman, do instituto Ideia, observou: "As pessoas reconhecem o nome de família, mas não conseguem dizer uma segunda frase sobre Flávio Bolsonaro." Para compensar, ele adota um discurso com palavras-chave como "família", "educação" e "empreendedorismo", além de fortes referências religiosas, como "vamos resgatar almas" e "honrar o nome de Deus".

Cenário eleitoral desafiador

O sociólogo Felipe Nunes, da Quaest, destaca que 53% dos brasileiros se declaram conservadores, mas apenas 3% são de extrema direita, caracterizados pela "disposição autoritária" que aceita a ditadura como preferível à democracia. Ele explica que Lula, embora de esquerda, é visto como conservador em temas como o Bolsa Família, um programa de origem liberal, o que lhe dá vantagem eleitoral mesmo em um país conservador.

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Pesquisas recentes apontam fadiga política: quase metade dos eleitores teme o futuro com a reeleição de Lula ou a eleição de Flávio Bolsonaro, e dois terços se declaram indecisos a seis meses do pleito. "É prenúncio de uma temporada eleitoral com fortes emoções", conclui o artigo.

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