PT enfrenta dificuldades em disputas estaduais, com candidatos sem liderança em pesquisas
PT sem líderes em governos estaduais, segundo pesquisas recentes

PT enfrenta cenário desafiador nas disputas por governos estaduais

Pesquisas eleitorais realizadas desde o início do ano trazem um panorama preocupante para o Partido dos Trabalhadores (PT): em nenhum dos levantamentos publicados para as corridas aos governos estaduais, os nomes da sigla aparecem na liderança. Até o momento, já foram divulgadas sondagens em 11 estados brasileiros, revelando um cenário de dificuldades para a legenda presidida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Estados sem presença petista e distâncias significativas

Em cinco dos estados pesquisados – Amapá, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro – não há postulantes do PT nos principais cenários testados pelas empresas de pesquisa. Nos demais seis estados onde a legenda tem candidatos, os petistas aparecem atrás dos líderes por margens que variam de cinco a impressionantes 32 pontos percentuais.

A situação mais favorável para o PT ocorre na Bahia, onde o candidato Jerônimo Rodrigues está praticamente empatado com o líder ACM Neto, da União Brasil. Por outro lado, o cenário mais desafiador se apresenta no Espírito Santo, onde o deputado federal Helder Salomão não alcança sequer dois dígitos no percentual de intenção de voto, ficando atrás de Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).

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Contexto político e confirmação de Haddad em São Paulo

Essa dificuldade do partido em emplacar um governador ganha destaque especialmente após a confirmação de Fernando Haddad como candidato do PT em São Paulo. O ex-ministro da Fazenda deixou o cargo na semana passada para se dedicar à disputa estadual, onde enfrentará o atual governador Tarcísio de Freitas, dos Republicanos, que aparece como claro favorito nas pesquisas.

Detalhamento das pesquisas por estado

Bahia (Real Time Big Data – março):

  • ACM Neto (União): 44%
  • Jerônimo Rodrigues (PT): 39%
  • José Carlos Aleluia (Novo): 2%
  • Ronaldo Mansur (PSOL): 2%
  • Nulo/branco: 8%
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Ceará (Paraná Pesquisas – março):

  • Ciro Gomes (PSDB): 44,5%
  • Elmano de Freitas (PT): 35,3%
  • Eduardo Girão (Novo): 7%
  • Professor Jarir Pereira (PSOL): 1,9%
  • Nenhum/branco/nulo: 6,5%
  • Não sabe/não opinou: 4,7%

Espírito Santo (Paraná Pesquisas – março):

  • Lorenzo Pazolini (Republicanos): 42%
  • Ricardo Ferraço (MDB): 36,1%
  • Helder Salomão (PT): 9,1%
  • Nenhum/branco/nulo: 7,3%
  • Não sabe/não opinou: 5,5%

Maranhão (Paraná Pesquisas – março):

  • Eduardo Braide (PSD): 34,6%
  • Orleans Brandão (MDB): 30,3%
  • Lahesio Bonfim (Novo): 16,1%
  • Felipe Camarão (PT): 6,9%
  • Não sabe/não opinou: 5,7%
  • Nenhum/branco/nulo: 6,4%

Pará (Real Time Big Data – fevereiro):

  • Hana Ghassan (MDB): 26%
  • Daniel Santos (PSB): 22%
  • Paulo Rocha (PT): 15%
  • Mário Couto (PL): 13%
  • Araceli Lemos (PSOL): 4%
  • Cléber Rabelo (PSTU): 1%
  • Nulo/branco: 9%
  • Não sabe/não respondeu: 10%

São Paulo (Real Time Big Data – março):

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 47%
  • Fernando Haddad (PT): 31%
  • Kim Kataguiri (Missão): 8%
  • Paulo Serra (PSDB): 7%
  • Nulo/branco: 4%
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Os dados revelam um cenário eleitoral complexo para o PT, que precisará superar desafios significativos para conquistar governos estaduais nas próximas eleições. A ausência de liderança em qualquer estado pesquisado indica que a legenda enfrentará uma campanha árdua para reverter esse quadro.

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