Partidos brasileiros têm menos filiados em 2026 comparado a 2022; veja ranking
Partidos têm menos filiados em 2026; ranking mostra mudanças

Partidos brasileiros registram queda no número de filiados no início de 2026

Os partidos políticos do Brasil enfrentam uma ligeira redução no total de filiados no começo deste ano eleitoral, quando comparado ao mesmo período de quatro anos atrás. Segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente, dos mais de 155 milhões de eleitores registrados, 16.097.237 estão vinculados a alguma das 31 agremiações partidárias existentes. Em janeiro de 2022, esse número era ligeiramente maior, com 16.103.786 filiados, indicando uma pequena diminuição no engajamento partidário.

Crescimento do eleitorado contrasta com estabilidade nas filiações

Enquanto o número de filiados permaneceu praticamente estável, o eleitorado brasileiro apresentou um aumento significativo. Em janeiro de 2022, eram 147.151.416 eleitores aptos a votar, enquanto em janeiro de 2026, esse número saltou para 155.817.369 pessoas. Desse total, 137.059.442 já realizaram o cadastro biométrico, representando 87,96% do eleitorado, enquanto 18.757.927 eleitores (12,04%) ainda não passaram pelo procedimento. Vale ressaltar que, nas eleições de 2024, os eleitores sem biometria puderam exercer seu direito ao voto normalmente.

Dos eleitores registrados em janeiro deste ano, 134.905.441 têm a obrigação de votar ou justificar sua ausência nas próximas eleições, marcadas para outubro. Já para 20.911.928 cidadãos, o voto é facultativo, conforme estabelece o artigo 14 da Constituição Federal, que torna o voto obrigatório para maiores de 18 anos e opcional para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens entre 16 e 17 anos.

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Ranking dos partidos: MDB e PT lideram, mas com desempenhos distintos

Entre as legendas políticas, as duas maiores continuam sendo o MDB e o PT, mantendo a liderança no cenário partidário. No entanto, o MDB apresentou uma queda no número de filiados entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, enquanto o PT foi o único entre os grandes partidos a registrar um aumento de adeptos nesse período. A terceira posição, que há quatro anos era ocupada pelo PSDB, agora pertence ao Progressistas, refletindo mudanças na dinâmica partidária brasileira.

Dos 30 partidos registrados, o mais novo é o Missão, formado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), que surgiu durante os movimentos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff no final de 2014. Entre os dez maiores partidos, além do PT, apenas o PL, Podemos e PSB apresentaram aumento no número de filiados na comparação entre os primeiros meses de cada ano eleitoral.

Fusões e mudanças de nome alteram panorama partidário

O cenário partidário também foi impactado por fusões e alterações de denominação. O PRD, por exemplo, é resultado da junção entre PTB e Patriota, enquanto o União surgiu da integração entre DEM e PSL. Essas mudanças refletem a constante evolução e reorganização das forças políticas no Brasil, que buscam se adaptar às novas realidades eleitorais e sociais.

Em resumo, os dados do TSE mostram um eleitorado em crescimento, mas com uma leve retração no número de filiados a partidos políticos, destacando a necessidade de as legendas reforçarem suas estratégias de captação e engajamento junto à população.

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