O Palmeiras estuda a possibilidade de deixar a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) após o acordo firmado com o Flamengo sobre a redistribuição das receitas de direitos de transmissão. A insatisfação surge principalmente pelo valor adicional destinado ao clube carioca e pela avaliação interna de que o modelo atual perdeu o propósito original.
Detalhes do acordo
O entendimento prevê que o Flamengo receba R$ 150 milhões extras ao longo do contrato com a Grupo Globo, divididos em parcelas anuais de R$ 37,5 milhões. Esse montante será incluído na divisão 40-30-30, sendo descontado da parcela referente à audiência. A informação foi divulgada pelo jornalista Rodrigo Capelo.
Reação do Palmeiras
Internamente, a diretoria do Palmeiras analisa os efeitos desse novo cenário. O departamento jurídico avalia a viabilidade de saída da Libra e as implicações contratuais, já que o acordo de direitos de TV é válido até 2029. Caso não existam impedimentos, a tendência é que o clube deixe a liga.
A presidente Leila Pereira demonstrou desconforto com a mudança, embora não deva impedir a formalização do acordo, considerando a necessidade financeira de outros clubes e a liberação de valores que estavam bloqueados durante disputas judiciais. Parte dessas receitas está vinculada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, situação que deve ser resolvida com o fim do litígio.
Contexto do impasse
O impasse começou após mudanças na diretoria do Flamengo, com a saída de Rodolfo Landim e a chegada de Luiz Eduardo Baptista, que questionou pontos do estatuto da liga. Com o novo acordo, a divisão passa a considerar 60% para TV aberta, 5% para TV fechada e 35% para pay-per-view.
Alternativas do Palmeiras
Mesmo com o acordo, o Palmeiras não pretende migrar para o bloco Futebol Forte União e avalia como alternativa um projeto conduzido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que já discute a criação de uma liga nacional com clubes das Séries A e B.



