Do funk ao gospel: artistas que trocaram os palcos pela fé
Do funk ao gospel: artistas que trocaram os palcos pela fé

Fé acima do funk: artistas que deixaram a música para seguir o evangelho

O universo do funk tem testemunhado um número crescente de artistas que optam por encerrar carreiras consolidadas após se converterem ao evangelho. O exemplo mais recente é o de MC Brinquedo, que anunciou sua saída dos palcos na última quinta-feira, 30 de janeiro. O cantor, que enfrentou depressão e crises de imagem nos últimos anos, declarou ter encontrado na fé um caminho para superar as dificuldades. Mas ele não está sozinho. O g1 relembra outros nomes que deixaram o funk para seguir uma trajetória cristã, seja migrando para o mercado gospel ou não.

5) MC Brinquedo

Vinicius Ricardo de Santos Moura revelou sua conversão ao evangelho e compartilhou uma carta aberta em vídeo para explicar a decisão. Como parte do anúncio, o cantor fez uma “limpa” em seu perfil oficial nas redes sociais: apagou todas as publicações anteriores, removeu a foto de perfil e deixou apenas o vídeo com o depoimento religioso. Após a depressão, MC Brinquedo afirmou que deseja músicas “good vibes”: “Já falei muita m…, quero coisas boas”.

4) Jottapê

Jottapê foi um dos principais nomes da produtora KondZilla. Ele começou a carreira artística ainda criança como ator, mas explodiu na música por volta de 2017, ao unir o funk paulista a elementos do pop e do trap. Entre seus maiores hits estão “Sentou e Gostou” (versão de “Old Town Road”), “Eterna Sacanagem” (com MC Kekel e Kevinho) e “Bate Palma” (com Lexa), que somam centenas de milhões de visualizações e streams. Em fevereiro de 2025, o artista anunciou o fim de sua carreira no funk. Desde então, dedica-se à criação de conteúdos na internet com temas relacionados à família e religião.

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3) Tati Zaqui

Tati Zaqui surgiu como um dos principais nomes do funk paulista em 2014, ganhando projeção nacional ao apostar na estética visual de cabelos azuis e letras sensuais. A artista estourou com o hit “Parará Tibum”, que se tornou um fenômeno viral baseado no clássico de Branca de Neve. Outros sucessos incluem “Surtada” (com Dada Boladão e Ogi) e “Mandou Muito”. Após se dedicar a conteúdo adulto, a cantora anunciou sua conversão em 2023. Hoje, frequenta cultos regularmente e afirma que sua vida ganhou um novo propósito fora do funk.

2) MC Brunninha

Ex-integrante da produtora Furacão 2000, Brunninha foi uma das principais vozes do funk carioca na época em que o gênero ganhava as massas através das coletâneas de DVD. Conhecida no funk melody, protagonizou uma das “rivalidades” mais comentadas do setor com Anitta. Ganhou projeção com as faixas “Bailão” e “Don’t Stop”, além de “Tá Surda?” antes de participar do reality “A Fazenda”. Convereteu-se em 2019 e passou a integrar o ministério de louvor da Igreja Batista da Lagoinha. Além da mudança musical, a artista passou a atuar na política ao lado de lideranças conservadoras, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

1) Perlla

Natural do Rio de Janeiro, Perlla surgiu como o rosto feminino do “funk melody” na metade dos anos 2000. Com batidas suaves e letras românticas, o gênero permitiu que ela gravasse trilhas sonoras de novelas e participasse de programas infantis, alcançando todas as faixas etárias. Dominou as paradas brasileiras com “Tremendo Vacilão” e “Totalmente Demais” (tema da novela homônima da TV Globo). Outros hits incluem “Eu Vou” e “Depois do Amor” (com Belo). Perlla migrou para o mercado gospel em 2013 com o álbum “A Minha Vida Mudou”. Após o sucesso nacional, chegou a retornar ao pop, mas segue novamente no segmento cristão.

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