A oposição está preocupada com os possíveis impactos da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 na disputa presidencial. Por isso, definiu uma estratégia para tentar impor um ritmo mais lento à tramitação da matéria no Congresso Nacional.
Estratégia da oposição
Como a medida é considerada uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os adversários temem que seu avanço possa beneficiar o petista, distanciando-o dos concorrentes, especialmente do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República.
Os opositores do atual governo planejam exigir uma compensação para os empresários, o que deve gerar embates dentro da comissão especial, próxima etapa da tramitação da proposição. Além disso, o grupo pretende prolongar ao máximo o debate na comissão, buscando atingir o prazo máximo de 40 sessões para a apreciação do tema no colegiado.
Chances de sucesso
Esse plano, no entanto, tem poucas chances de prosperar, pois não foi alinhado com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que já sinalizou a intenção de dar celeridade à tramitação. O deputado paraibano quer concluir a aprovação da PEC em plenário até o final de maio.
A oposição busca, com essa manobra, evitar que Lula capitalize politicamente com a aprovação da PEC, mas enfrenta resistência da base governista e da própria presidência da Câmara, que defende um andamento mais rápido da proposta.



