Motta mantém calendário otimista para PEC do fim da escala 6×1, ignorando oposição e lobby empresarial
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reafirmou nesta quarta-feira o calendário otimista para a tramitação da PEC do fim da escala 6×1, mantendo a expectativa de apreciação do texto no plenário da Casa em maio. A declaração ocorre apesar das movimentações da oposição e do empresariado, que buscam evitar um avanço célere da proposta.
Calendário detalhado e justificativa da proposta
Motta detalhou o cronograma previsto, afirmando que a expectativa é concluir a admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça até o início de abril. Em seguida, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da medida. "A partir do trabalho da comissão especial, temos a expectativa de levar ao plenário até o mês de maio", disse o presidente da Câmara.
Ele justificou a escolha do mês de maio, destacando que é o mês do trabalhador, e enfatizou a importância de rediscutir a redução da jornada de trabalho. "Entendemos que é possível sim se rediscutir a redução da jornada de trabalho, dando à classe trabalhadora um tempo a mais para o lazer, o convívio com a família, para cuidar da saúde, sem perder a produtividade do nosso país", afirmou Motta.
Resistências e contexto político
Apesar do otimismo de Motta, a proposta enfrenta resistências significativas. A oposição e grupos empresariais têm realizado lobby intenso para retardar ou modificar a tramitação da PEC, argumentando possíveis impactos econômicos e na produtividade. No entanto, o presidente da Câmara parece determinado a seguir adiante com o calendário estabelecido.
Essa postura de Motta reflete um alinhamento com setores que defendem a redução da jornada de trabalho como uma forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. A escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de descanso, tem sido alvo de críticas por parte de sindicatos e movimentos sociais, que a consideram exaustiva e prejudicial à saúde.
Próximos passos e expectativas
Os próximos passos incluem:
- Conclusão da admissibilidade na CCJ até início de abril.
- Criação e trabalho da comissão especial para análise detalhada.
- Votação no plenário da Câmara, com meta para maio.
Se aprovada na Câmara, a PEC seguirá para o Senado, onde também enfrentará debates acalorados. A medida tem potencial para gerar mudanças significativas no mercado de trabalho brasileiro, mas seu destino ainda depende de negociações políticas e da capacidade de Motta em manter o apoio necessário para sua aprovação.



