Cúpula do MDB rejeita aliança com Lula e descarta aproximação como ficção
Em meio a especulações sobre alianças eleitorais, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, tem classificado como ficção qualquer suposta aproximação do partido com o presidente Lula. Em conversas com aliados, Rossi reforça que não há cenário favorável para uma composição que una petistas e emedebistas novamente, após a parceria ter terminado mal durante o governo Dilma Rousseff.
Divisões internas e polarização no partido
O MDB, como muitos partidos brasileiros, está profundamente dividido pela polarização política atual. Enquanto uma ala liderada por quadros do Norte e Nordeste mantém proximidade com Lula, boa parte da legenda no Sul e Sudeste está alinhada com a direita, embora não necessariamente com Jair Bolsonaro. Essa fragmentação reflete a complexidade das convenções partidárias tumultuadas que marcam a história dos emedebistas.
Estratégias estaduais e ausência de candidatura federal
O partido tem composições importantes em estados como Goiás, com Ronaldo Caiado, e no Paraná, com Ratinho Junior, e planeja seguir estratégias semelhantes em outras regiões. Abraçar Lula e o peso de sua atual gestão não é considerado um caminho fácil, levando o MDB a considerar opções como ficar sem candidato próprio ou lançar nomes para evitar divisões internas.
Rumores como tática de desestabilização
Para Baleia Rossi, os rumores sobre uma aliança com Lula são alimentados por forças políticas que buscam tumultuar o MDB no início da janela partidária. O objetivo seria tirar quadros alinhados com a direita bolsonarista, aproveitando-se do período de trocas partidárias para enfraquecer a legenda.
Em resumo, o cenário de uma composição com Lula permanece distante, com o MDB focando em suas divisões internas e alianças estaduais para navegar o cenário político atual.



