O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, afirmou durante o Fórum VEJA Brazil Insights, realizado em Nova York, que o eleitorado evangélico continua crescendo no Brasil e mantém forte alinhamento com candidaturas de direita. Segundo ele, esse segmento terá peso significativo na eleição presidencial de 2026, embora não seja o único fator determinante da disputa.
Peso do eleitorado evangélico
Hidalgo destacou que os evangélicos representam uma força política cada vez mais relevante. “O eleitorado evangélico é uma força muito mais ligada à direita do que à esquerda”, afirmou. No entanto, ele ponderou que a eleição deve continuar sendo influenciada principalmente pelos índices de rejeição dos candidatos e pelo ambiente político mais amplo. “Os evangélicos podem ajudar muito a eleger, mas não serão sozinhos o fator decisivo”, declarou.
Cenário para 2026
Ao ser questionado sobre o cenário presidencial, o diretor do Paraná Pesquisas afirmou que, se a eleição fosse realizada hoje, apostaria na vitória de Flávio Bolsonaro. Segundo Hidalgo, o senador aparece numericamente à frente nas pesquisas e possui rejeição menor neste momento. Contudo, ele ressaltou que a disputa ainda está completamente aberta. “Se a eleição fosse neste domingo, eu apostaria no Flávio. Mas a eleição não é neste domingo”, disse.
Rejeição como fator central
Hidalgo enfatizou que a rejeição será um fator central em 2026. A alta rejeição de alguns candidatos pode beneficiar outros, e o cenário político pode mudar drasticamente até lá. O diretor também mencionou que o eleitorado evangélico, embora importante, não decide sozinho a eleição.
O Fórum VEJA Brazil Insights Nova York reuniu especialistas e lideranças para discutir o cenário político e econômico do Brasil. A participação de Murilo Hidalgo trouxe insights valiosos sobre as tendências eleitorais para 2026.



