Haddad não tem data para deixar a Fazenda e destaca reforma tributária como legado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não há uma data definida para sua saída do ministério. A declaração foi feita durante sua participação na CEO Conference Brasil 2026, evento organizado pelo banco BTG. Haddad mencionou que imaginava que essa seria uma de suas últimas aparições públicas, mas ressaltou que ainda tem uma série de tarefas a cumprir no cargo.
Sucessão e planos eleitorais evitados
O ministro evitou especulações sobre sua sucessão, não confirmando se o atual secretário executivo, Dario Durigan, seria seu indicado para assumir a pasta. Haddad também não comentou sobre os planos do presidente Lula para seu nome nas eleições deste ano, mantendo o foco em suas realizações à frente da Fazenda.
Reforma tributária como principal legado
Em um balanço de sua gestão, Haddad destacou que seu sucessor encontrará uma situação muito melhor do que a que ele herdou. Para ele, o grande legado de seu trabalho é a reforma tributária. O ministro defendeu que essa mudança tornará o Brasil ainda mais atrativo para investimentos, impulsionando o crescimento econômico no longo prazo.
Análise da dívida pública e juros
Sobre o crescimento da dívida pública, que se aproxima de 80% do PIB, Haddad argumentou que é necessário considerar o contexto. Ele citou a inflação de dois dígitos no governo Bolsonaro, combinada com juros baixos na época, como fatores que influenciaram essa trajetória. O ministro enfatizou a importância de cuidar do Banco Central, pois ele pode contribuir ou prejudicar significativamente a economia.
Haddad também criticou o atual nível dos juros, afirmando que, com um juro real elevado, é difícil contrapor com qualquer nível de superávit primário. Ele defendeu que o país deve continuar tomando medidas para equilibrar as contas públicas, projetando um resultado fiscal melhor para 2026.
Arquitetura fiscal e programas sociais
Outro ponto destacado pelo ministro foi a arquitetura do arcabouço fiscal, que combina responsabilidade fiscal com regras de gestão e cláusulas anticíclicas. Haddad afirmou não se arrepender dessa abordagem e que não abriria mão dela em um eventual novo governo.
Em relação aos programas sociais, Haddad sugeriu que o Brasil pode estar preparado para soluções mais criativas. Ele mencionou que técnicos veem na conjuntura atual uma oportunidade para repensar essa questão de forma mais moderna, indicando possíveis inovações no futuro.
Perspectivas otimistas para o Brasil
Ao final, o ministro expressou otimismo, dizendo que há muito a fazer, mas vê uma possibilidade incrível para o Brasil nos próximos anos. Suas declarações refletem um compromisso contínuo com ajustes fiscais que não comprometam o crescimento econômico, mantendo o foco em reformas estruturais como a tributária.



