Pesquisa Datafolha revela cenário eleitoral para o Senado em São Paulo
Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre os dias 3 e 5 de março, apresenta um panorama detalhado da disputa pelas duas vagas no Senado Federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2026. O levantamento indica que nomes do campo progressista estão melhor posicionados do que os candidatos da direita, com destaque para figuras do atual governo federal.
Metodologia e contexto da pesquisa
O estudo foi conduzido com 1.608 entrevistas em todo o território paulista, abrangendo 71 municípios diferentes e incluindo a população com 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.
É importante destacar que esta pesquisa foi realizada antes do anúncio oficial de Fernando Haddad sobre sua saída do Ministério da Fazenda para disputar um cargo eletivo em outubro. Apesar de demonstrar resistência inicial, espera-se que Haddad aceite o pedido do presidente Lula para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Cenário com Fernando Haddad na disputa
No primeiro cenário testado pelo Datafolha, que não inclui o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece na liderança com expressivos 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) ocupa a segunda posição com 25%, seguida por Márcio França (PSB) com 20%.
Outros nomes relevantes neste cenário incluem:
- Marina Silva (Rede): 18%
- Guilherme Boulos (PSOL): 14%
- Guilherme Derrite (PP): 14%
- Ricardo Salles (Novo): 13%
- Paulinho da Força (Solidariedade): 10%
- Rosana Valle (PL): 7%
- Gil Diniz (PL): 3%
Os índices de indecisão e votos brancos/nulos também foram registrados, com 4% não sabendo para a primeira vaga e 6% para a segunda, enquanto 15% declararam voto branco/nulo/nenhum para a primeira vaga e 21% para a segunda.
Cenário com Geraldo Alckmin na disputa
No segundo cenário analisado, que exclui Fernando Haddad da corrida senatorial, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assume a liderança com 31% das intenções de voto. Simone Tebet mantém sua segunda posição com 25%, enquanto Marina Silva aparece com 21% e Márcio França com 20%.
Os demais candidatos neste cenário apresentam as seguintes porcentagens:
- Guilherme Boulos (PSOL): 15%
- Guilherme Derrite (PP): 13%
- Ricardo Salles (Novo): 13%
- Paulinho da Força (Solidariedade): 9%
- Rosana Valle (PL): 6%
- Gil Diniz (PL): 3%
Os índices de indecisão e votos brancos/nulos são similares ao primeiro cenário, com 4% não sabendo para a primeira vaga, 6% para a segunda, 14% declarando voto branco/nulo/nenhum para a primeira vaga e 20% para a segunda.
Panorama político e perspectivas futuras
O deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas, aparece como o nome mais bem posicionado da direita em ambos os cenários, embora ainda atrás dos principais candidatos progressistas. Os partidos políticos ainda não definiram oficialmente seus candidatos para a disputa senatorial em São Paulo, mas as tendências indicam que o campo da esquerda poderá ter Simone Tebet (MDB) como candidata ao lado de Marina Silva (Rede).
Enquanto isso, a direita deve apostar em Derrite e um segundo nome ainda não escolhido pelo grupo do PL ligado à família do ex-presidente Jair Bolsonaro. A eleição de 2026 terá características especiais, pois os eleitores votarão em dois nomes para o Senado devido à renovação de dois terços das cadeiras.
Esta pesquisa do Datafolha oferece um retrato inicial valioso do cenário eleitoral paulista, destacando a força dos nomes vinculados ao governo federal e a disputa acirrada que se aproxima para as duas vagas no Senado.



