Reação da Câmara às declarações misóginas de conselheiro de Trump
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (30), uma moção de repúdio e uma declaração simbólica de persona non grata contra o empresário Paolo Zampolli, amigo e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi uma resposta institucional às declarações misóginas, xenófobas e violentas proferidas por Zampolli contra mulheres brasileiras.
Em entrevista à emissora italiana RAI, o conselheiro de Trump afirmou que mulheres brasileiras seriam prostitutas e uma raça maldita. Não foi a primeira vez que o nome do empresário apareceu em episódios de violência contra as mulheres. Zampolli já foi acusado de abuso sexual e violência doméstica por sua ex-mulher, além de ser citado diversas vezes em e-mails do bilionário Jeffrey Epstein, chefe de uma rede internacional de exploração sexual.
Manifestação de parlamentares
A deputada federal Heloisa Helena, uma das signatárias da moção, destacou a gravidade das declarações e a necessidade de repúdio institucional. “Os minúsculos em moral ou amoral mesmo são os que matam e exploram meninas e mulheres – vide os feminicídios daqui, as explorações sexuais daqui, até os horrores repugnantes e criminosos do caso Epstein, nos Estados Unidos”, afirmou.
A moção foi apresentada por um grupo de parlamentares e aprovada pelo plenário da Casa, comandado pelo presidente Hugo Motta. A medida visa não apenas condenar as declarações ofensivas, mas também reforçar o compromisso da Câmara com a defesa dos direitos das mulheres e o combate à violência de gênero.
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional, com diversas entidades de defesa dos direitos das mulheres manifestando solidariedade às brasileiras. A Câmara também encaminhará a declaração de persona non grata às autoridades competentes, como forma de registro oficial do repúdio.



