O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), manifestou-se publicamente nesta sexta-feira, 8, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal na quinta-feira, 7. Em nota publicada em seu perfil no Instagram, ele declarou estar “completamente indignado” e afirmou ser vítima de perseguição política por conta do ano eleitoral.
Reação do senador
“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo: todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, diz trecho da nota.
Mais adiante, ele afirmou que “suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo” e encerrou o texto assinando como “um cidadão completamente indignado”.
Investigação da PF
Ciro Nogueira foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito das investigações sobre o caso Banco Master. O primo do banqueiro Daniel Vorcaro foi preso. Segundo a Polícia Federal, conversas encontradas indicam que o senador recebia uma mesada de R$ 300 mil mensais para defender os interesses do banco no Congresso Nacional, com discussões para elevar o valor para R$ 500 mil.
A PF aponta que Ciro Nogueira teria “instrumentalizado” seu mandato parlamentar em prol do Master. Ele teria apresentado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para aumentar a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), beneficiando o banco, supostamente orientado por Daniel Vorcaro. Além da mesada, há indícios de uso de cartão de crédito e imóvel de alto padrão pertencentes ao banqueiro.
Autorização e defesa
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do senador, liderada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, nega qualquer ilegalidade na conduta de Ciro Nogueira.



