Hotel social em SP tem infestação de percevejos e falta de estrutura, denunciam moradores
Percevejos em hotel social de SP: moradores denunciam condições precárias

Hotel social no centro de São Paulo enfrenta denúncias graves de infestação e falta de estrutura

Moradores de um hotel social localizado no centro da capital paulista estão denunciando condições extremamente precárias de hospedagem, incluindo uma infestação de percevejos nas camas, além da presença de infiltrações, mofo e vazamentos nos quartos. O estabelecimento, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade social através de uma parceria com a prefeitura, tem sido alvo de reclamações constantes por parte dos hóspedes, que se sentem desamparados diante da realidade enfrentada.

Vídeos mostram insetos e problemas estruturais recorrentes

Vídeos enviados à TV Globo revelam a gravidade da situação, exibindo diversos percevejos na cama do hóspede Lennon Ribeiro. Segundo ele, que vive no Hotel Conde, na região da República, há quase um ano, o problema é frequente e reflete um descaso das autoridades. "É um descaso, eles não fiscalizam direito e o hotel faz o que quer. A gente é obrigado a ficar numa situação como essa porque não tem pra onde ir, não tem dinheiro", desabafou o autônomo, destacando a falta de alternativas para os residentes.

Os hotéis sociais são estabelecimentos privados conveniados ao município, com o objetivo de acolher temporariamente pessoas em situação de vulnerabilidade. A prefeitura arca com os custos, e espera-se que os hotéis ofereçam moradia digna. No entanto, os relatos dos moradores pintam um cenário bem diferente, com quartos abarrotados – alguns abrigando até oito pessoas – e uma série de problemas estruturais que comprometem a higiene e o bem-estar.

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Falta de equipamentos básicos e condições insalubres

Além da infestação de insetos, os hóspedes enfrentam infiltrações constantes e acúmulo de água nos banheiros, com manchas de mofo visíveis próximas às camas. Outro ponto crítico é a escassez de equipamentos essenciais. Um morador desempregado, que preferiu não se identificar por medo de perder a vaga, relatou que há apenas uma máquina de lavar roupas para as 97 pessoas que ocupam o local.

"A gente que vai atrás de trabalho não consegue manter a roupa higienizada. Precisa estar com aparência legal, mas não tem espaço para lavar na máquina", explicou ele, enfatizando como a falta de infraestrutura básica dificulta a busca por emprego e a reconstrução de vida. Atualmente, o Hotel Conde opera com capacidade máxima de 97 indivíduos, oferecendo café da manhã e jantar, mas, segundo os relatos, essas condições estão longe de ser adequadas.

Prefeitura responde com promessa de nova fiscalização

Em resposta às denúncias, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social emitiu uma nota afirmando que realiza fiscalizações periódicas nos hotéis sociais. De acordo com a gestão municipal, uma vistoria foi realizada no estabelecimento no dia 2 de fevereiro, e na ocasião não houve registro de reclamações sobre infraestrutura ou higiene. Uma nova inspeção está prevista para a próxima quinta-feira, dia 26, na tentativa de verificar e solucionar os problemas apontados.

Essa situação levanta questões importantes sobre a efetividade das parcerias públicas e a garantia de direitos básicos para populações vulneráveis. Enquanto isso, os moradores seguem convivendo com as condições insalubres, esperando por melhorias que possam oferecer um ambiente mais digno e seguro.

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