Defensoria Pública liberta grávida de 9 meses presa por engano em Campo Grande
Grávida de 9 meses é presa por engano e liberada em Campo Grande

Defensoria Pública assegura liberdade de gestante presa erroneamente em Campo Grande

Em um caso que expõe falhas graves no sistema de segurança pública, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (DPMS) obteve a libertação imediata de uma mulher grávida de nove meses, que foi presa por engano na capital Campo Grande. A situação ocorreu após uma abordagem policial nas imediações da antiga rodoviária, onde a gestante, que vive em situação de rua, foi confundida com uma foragida do regime semiaberto do sistema prisional feminino.

Confusão de identidade leva a prisão injusta

Durante rondas da Polícia Militar, a mulher foi abordada e, mesmo informando seu nome correto, foi detida sob a alegação de que seria "muito conhecida pela equipe policial". A família, ao tomar conhecimento do ocorrido, procurou a Defensoria Pública, que descobriu que a gestante havia sido levada para o Estabelecimento Penal Feminino. O defensor público Humberto Bernardino Sena, da 4ª Defensoria Pública de Execução Penal, explicou que o mandado de prisão era destinado a outra pessoa.

"Na manifestação apresentada ao juízo, demonstramos que Mayara não era a pessoa indicada no processo. Apresentamos certidão de nascimento, RG, CPF e carteira de trabalho. Também mostramos que as características físicas e sinais registrados no sistema prisional não correspondiam à mulher presa", afirmou o defensor.

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Justiça reconhece erro e determina soltura imediata

Após análise dos documentos, o juiz da 2ª Vara de Execução Penal constatou indícios claros de que a mulher presa não era a foragida e determinou a emissão do alvará de soltura. A decisão judicial destacou a gravidade do erro, especialmente por envolver uma gestante em situação de vulnerabilidade. O defensor público enfatizou a urgência da atuação para restabelecer a legalidade.

"A prisão por erro de identificação é uma grave violação de direitos, ainda mais quando envolve uma mulher em situação de vulnerabilidade e prestes a dar à luz. Atuamos com urgência para restabelecer a legalidade e garantir que ninguém permaneça preso injustamente", finalizou Humberto Bernardino Sena.

Implicações do caso para os direitos humanos

Este incidente levanta questões importantes sobre a proteção de grupos vulneráveis no sistema de justiça criminal. A situação da gestante, que estava a poucas semanas do parto, poderia ter tido consequências graves para sua saúde e a do bebê. A Defensoria Pública destacou a necessidade de maior rigor nos procedimentos de identificação para evitar casos semelhantes no futuro.

O caso também ressalta o papel crucial das defensorias públicas na garantia dos direitos fundamentais, especialmente para pessoas em situação de rua que muitas vezes enfrentam dificuldades adicionais no acesso à justiça. A rápida intervenção da DPMS evitou que uma injustiça se prolongasse, mas deixa claro que há muito a ser feito para melhorar os protocolos de segurança pública em Mato Grosso do Sul.

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