Apae de Monte Azul Paulista suspende atendimentos por atraso de repasse municipal
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Monte Azul Paulista, no interior de São Paulo, anunciou a suspensão dos atendimentos a partir da próxima segunda-feira, dia 9. A decisão foi tomada devido ao atraso de dois meses no repasse financeiro da prefeitura, que totaliza R$ 160 mil. A entidade atende 43 crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), oferecendo atividades de desenvolvimento e apoio de profissionais especializados.
Impacto nos atendimentos e justificativa da entidade
Jurandir Assad Netto, tesoureiro da unidade, explicou que o atraso nos pagamentos por parte da administração municipal inviabiliza a continuidade dos serviços. "Estamos em negociação com a prefeitura desde janeiro, quando seria feita a renovação do termo que traz o benefício financeiro para a Apae. Até ontem, não recebemos, e a entidade não tem caixa suficiente para bancar os atendimentos, pois há um quadro de funcionários dedicados exclusivamente a esse grupo de alunos", afirmou. A Apae oferece atividades essenciais para o desenvolvimento das crianças e adolescentes, além de suporte de psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.
Resposta da prefeitura e questões burocráticas
O procurador-geral de Monte Azul Paulista, Paulo Panhoza Neto, atribuiu o atraso a questões de documentação. Ele destacou que a Apae entregou a documentação no final do ano, próximo ao Natal, e que ela foi enviada para uma comissão da prefeitura para análise e elaboração dos termos de fomento. "Assim que a comissão deu o ok, os termos foram elaborados e estão com a entidade para revisão, concordância e assinatura. Tão logo a assinatura seja feita pela Apae e pelo prefeito, vai à publicação, e o repasse passa a ocorrer", explicou. No entanto, Jurandir contesta essa versão, afirmando que a documentação da Apae está regularizada.
Garantias e incertezas sobre o futuro
Apesar do impasse, a prefeitura garantiu que realizará os pagamentos, mas não definiu uma data concreta para isso. A situação deixa as famílias das 43 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, sem acesso aos serviços essenciais oferecidos pela Apae. A suspensão dos atendimentos pode afetar significativamente o desenvolvimento e o bem-estar dos beneficiários, que dependem dessas atividades para seu progresso.
A comunidade local e os responsáveis pelas crianças aguardam uma solução rápida para que os serviços sejam retomados, evitando prejuízos maiores ao tratamento e apoio oferecidos pela entidade. A Apae de Monte Azul Paulista reforça a importância dos repasses regulares para manter a qualidade e a continuidade dos atendimentos, essenciais para a inclusão e desenvolvimento das pessoas com autismo na região.
