Com a virada do ano, uma despesa já conhecida pelos motoristas brasileiros volta ao orçamento: o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A pesquisa realizada pela Sem Parar revela que muitos brasileiros destinam parte do 13º salário para cobrir os custos com o automóvel, incluindo este tributo estadual. Diante disso, surge a dúvida crucial: qual é a forma mais vantajosa de quitar essa obrigação?
À vista ou parcelado? Analisando as opções
A escolha entre pagar o IPVA à vista ou de forma parcelada depende diretamente da sua saúde financeira no início do ano. A modalidade à vista costuma vir acompanhada de um desconto oferecido pelos estados. Em São Paulo, por exemplo, essa bonificação pode alcançar 3% do valor total do imposto. No Rio de Janeiro, também há abatimento para quem paga tudo de uma vez.
Contudo, especialistas alertam que essa alternativa só é recomendável para quem tem o valor integral disponível, sem que isso comprometa as finanças pessoais ou a reserva de emergência. Como janeiro ainda carrega os resquícios dos gastos com festas de fim de ano, presentes e viagens, o parcelamento do IPVA pode ser uma saída mais segura para quem está com o orçamento apertado.
Como funciona o calendário e as formas de pagamento
O pagamento do IPVA segue um calendário definido pelo final da placa do veículo. Para 2026, as datas de vencimento da primeira parcela em janeiro são:
- Final 1: 12 de janeiro
- Final 2: 13 de janeiro
- Final 3: 15 de janeiro
- Final 4: 16 de janeiro
- Final 5: 16 de janeiro
- Final 6: 19 de janeiro
- Final 7: 20 de janeiro
- Final 8: 21 de janeiro
- Final 9: 22 de janeiro
- Final 0: 23 de janeiro
O contribuinte pode optar por parcelar o IPVA em até cinco vezes sem juros, utilizando o Sistema Pix IPVA ou realizando os pagamentos em bancos e lotéricas credenciadas. Se a escolha for pelo parcelamento, as demais prestações seguem a mesma lógica de vencimento, estendendo-se até o mês de maio.
Atenção: quem decide parcelar no cartão de crédito deve ficar atento, pois as administradoras geralmente cobram juros e taxas adicionais, o que eleva o custo final do tributo.
A Selic e a matemática da decisão financeira
Para tomar a decisão mais inteligente, é preciso colocar na ponta do lápis o rendimento potencial do seu dinheiro. A taxa básica de juros da economia, a Selic, e o CDI são referências cruciais. Em 2026, estimativas de mercado indicam que um investimento como o Tesouro Selic pode oferecer um retorno líquido mensal próximo de 0,9%.
Já os títulos de renda fixa privada, como CDBs atrelados a 100% do CDI, devem render cerca de 0,85% ao mês. Produtos isentos de Imposto de Renda, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), podem superar 1% de rendimento mensal.
Portanto, se o desconto oferecido pelo estado para pagamento à vista for menor que o rendimento que você conseguiria obtendo com aquele dinheiro investido ao longo dos meses, pode ser mais vantajoso optar pelo parcelamento e manter seus recursos aplicados. A análise fria dos números, considerando sua realidade financeira, é o melhor caminho para decidir como pagar o IPVA 2026 sem apertar o orçamento familiar.