Servidores municipais de Uberlândia iniciam paralisação de três dias por reajuste salarial
Servidores de Uberlândia param por três dias por reajuste

Servidores municipais de Uberlândia iniciam paralisação de três dias por reajuste salarial

Os servidores municipais de Uberlândia deram início, nesta segunda-feira (30), a uma paralisação de três dias em protesto contra a falta de acordo com a Prefeitura sobre reivindicações salariais. A mobilização, que segue até quarta-feira (1º), foi aprovada em Assembleia Geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Sintrasp) na última quinta-feira (26).

De acordo com o sindicato, a decisão ocorre após sucessivas tentativas de negociação sem resposta por parte do Executivo municipal. A categoria reivindica reajuste salarial de 44%, referente à recomposição das perdas inflacionárias acumuladas, além da readequação do ticket alimentação para R$ 1,3 mil.

Impactos nos serviços públicos

Durante os três dias de paralisação, estão previstos atos públicos em frente à sede da Prefeitura, a partir das 9h. Na área da educação, já houve reflexos do movimento na manhã desta segunda-feira.

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Na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Aparecida da Silva, no bairro Jardim Brasília, o atendimento foi parcialmente reduzido. Um aviso fixado na unidade informou mudança no horário, com atendimento às crianças apenas entre 8h40 e 15h, em um modelo chamado de “Operação Tartaruga”.

Pais relataram à TV Integração dificuldades e, em alguns casos, precisaram retornar para casa com os filhos devido à incerteza sobre o funcionamento das aulas. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou, por meio de nota, que todas as escolas da rede municipal mantiveram suas atividades nesta segunda-feira, com registro de atraso apenas em uma unidade.

Prefeitura propõe reajuste de 5,4%

Em meio à paralisação, a Prefeitura de Uberlândia comunicou nesta manhã que enviará à Câmara Municipal projetos de lei propondo reajuste salarial de 5,4% para os servidores e aumento de 14,3% no auxílio alimentação, que passaria a R$ 800.

Ainda conforme o comunicado, as proposições "objetivam o reajuste global a todos os cerca de 15 mil funcionários da administração direta e indireta do Município". Segundo a administração municipal, os índices foram definidos com base na arrecadação do primeiro trimestre e visam garantir o equilíbrio fiscal, sem comprometer a continuidade dos serviços públicos.

O prefeito Paulo Sérgio afirmou que o reajuste proposto supera índices inflacionários recentes, como IPCA e INPC. A Prefeitura também destacou que os valores estão dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e que, caso aprovados pelo Legislativo, os reajustes terão efeito retroativo a março, com pagamento na folha de abril.

A paralisação dos servidores municipais de Uberlândia ocorre em um contexto de tensão entre as demandas da categoria e as restrições fiscais da administração pública. Enquanto os trabalhadores buscam recompor perdas inflacionárias acumuladas, a Prefeitura argumenta que sua proposta respeita os limites legais e a capacidade financeira do município.

O desenrolar das negociações e os possíveis impactos nos serviços públicos municipais serão acompanhados de perto nos próximos dias, com a categoria mantendo sua mobilização até quarta-feira.

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