Servidores da educação em Ananindeua protestam na BR-316 por reajuste salarial
Servidores de Ananindeua protestam na BR-316 por reajuste

Servidores da educação em Ananindeua protestam na BR-316 por reajuste salarial

Trabalhadores da educação municipal de Ananindeua, localizada na Região Metropolitana de Belém, realizaram um protesto intenso nesta terça-feira (10), ocupando a sede da prefeitura e interrompendo o tráfego na BR-316. Os servidores, que estão em greve há quase uma semana, exigem uma reunião direta com o prefeito Daniel Santos para negociar suas principais demandas, incluindo aumento salarial, melhores condições de trabalho e a realização de um novo concurso público.

Mobilização e reivindicações dos trabalhadores

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), aproximadamente 200 profissionais participaram da mobilização, que começou na manhã desta terça-feira. A coordenadora-geral do Sintepp, Gady Mabel, destacou que, na segunda-feira (9), os trabalhadores foram recebidos por representantes da Secretaria Municipal de Educação, mas essas pessoas não tinham poder de decisão para negociar as pautas do movimento. "Ontem nós fomos recebidos pela Secretaria de Educação por pessoas que não tinham poder de negociar as pautas. O que nós queremos é sentar com o prefeito para negociar as pautas da greve", afirmou Gady Mabel.

Entre as principais reivindicações da categoria estão:

  • Aumento salarial para elevar o percentual acima do piso nacional do magistério de 4% para 8%.
  • Melhores condições de trabalho nas escolas, incluindo melhorias na infraestrutura.
  • Realização de um novo concurso público para regularizar a situação dos profissionais.

Segundo o sindicato, o município de Ananindeua conta com cerca de 6 mil profissionais atuando na rede municipal de ensino, dos quais aproximadamente 1.500 são concursados. Atualmente, as aulas nas escolas públicas estão sendo mantidas principalmente por profissionais contratados, o que aumenta a pressão por uma solução rápida.

Impacto do protesto e contexto salarial

Durante o protesto, os manifestantes chegaram a interromper uma das pistas da BR-316 por alguns minutos, causando transtornos no trânsito local. A greve já dura quase uma semana e tem como foco central a valorização dos trabalhadores da educação. A professora municipal Alessandra Luz ressaltou a importância da luta: "É uma luta para garantir valorização e melhores condições de trabalho para quem está na educação".

Em termos salariais, a categoria relata que, em 2019, os profissionais da rede municipal recebiam cerca de 30% acima do piso nacional do magistério. Atualmente, esse valor estaria em apenas 4% acima do piso, e os servidores buscam elevar esse percentual para 8%, argumentando que isso é essencial para manter a qualidade do ensino e atrair novos talentos para a área.

O protesto em Ananindeua reflete uma crescente insatisfação entre os servidores públicos da educação, que enfrentam desafios como salários defasados e condições precárias de trabalho. A mobilização continua, com os trabalhadores determinados a pressionar as autoridades locais até que suas demandas sejam atendidas de forma satisfatória.