Trabalhadores podem sacar valores esquecidos no antigo PIS/Pasep até 2028
Saiba como sacar valores esquecidos no PIS/Pasep até 2028

Trabalhadores têm até setembro de 2028 para sacar valores esquecidos no antigo PIS/Pasep

Se você trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público entre os anos de 1971 e 1988, é fundamental realizar uma verificação imediata: pode existir dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep em seu nome. A consulta é completamente gratuita, extremamente simples e leva apenas alguns minutos — todo o processo pode ser realizado pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Novo grupo liberado para saque a partir desta quarta-feira

Um novo grupo de trabalhadores poderá sacar o benefício a partir desta quarta-feira (25 de setembro), com os primeiros pagamentos sendo destinados àqueles que realizaram o pedido até o dia 28 de fevereiro. Para quem solicitar o ressarcimento até a próxima segunda-feira (31 de setembro), o pagamento está programado para o dia 27 de abril, com outras datas de liberação ao longo do ano.

De acordo com informações oficiais do governo federal, o saldo médio disponível para cada beneficiário é de aproximadamente R$ 2,8 mil, porém esse valor pode variar significativamente dependendo do tempo de trabalho registrado e do salário recebido na época. É crucial ficar atento ao prazo final: trabalhadores que não solicitarem o ressarcimento até setembro de 2028 perderão definitivamente o direito ao saque, e os recursos serão incorporados ao Tesouro Nacional.

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Como consultar se há valores a receber

Para verificar a existência de valores esquecidos, o trabalhador pode acessar o site Repis Cidadão, plataforma recentemente lançada pelo Ministério da Fazenda, ou utilizar o aplicativo oficial do FGTS. A própria plataforma Repis Cidadão oferece um passo a passo completo para realizar o saque do dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros em casos de falecimento do titular.

Para acessar o sistema, é necessário possuir uma conta gov.br com nível prata ou ouro. O processo de consulta segue estas etapas:

  1. Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/
  2. Clique em "entrar com gov.br" (se não tiver conta, é possível criar uma)
  3. Faça login com CPF e senha, clicando em "autorizar"
  4. Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário
  5. Clique em "pesquisar" para verificar se há valores disponíveis

Procedimento para solicitar o ressarcimento

A plataforma Repis Cidadão também detalha o procedimento completo para retirar o dinheiro esquecido. O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou realizar a solicitação diretamente pelo aplicativo do FGTS. No aplicativo, basta fazer login, acessar a opção "mais", selecionar "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos necessários.

Para pedidos realizados pelo próprio beneficiário, é necessário apresentar apenas um documento de identidade oficial. Já para herdeiros, a documentação exigida inclui:

  • Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com relação de dependentes habilitados à pensão por morte
  • Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício
  • Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores

O que é o antigo PIS/Pasep?

O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 com o objetivo de incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Pouco tempo depois, foi lançado o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que deixou de funcionar em 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.

Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa Econômica Federal abriu a possibilidade para que trabalhadores com dinheiro esquecido na conta possam solicitar o ressarcimento dos valores, garantindo que recursos legítimos retornem aos seus verdadeiros donos.

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