Paralisação afeta hospitais universitários em Mato Grosso do Sul
Servidores dos hospitais universitários de Campo Grande e Dourados iniciaram uma greve nesta segunda-feira, dia 30 de setembro, em busca de melhorias salariais e condições de trabalho. A administração dos hospitais e os profissionais estão em negociação para resolver o impasse e garantir o retorno às atividades normais.
Atendimentos de emergência mantidos
É importante destacar que os atendimentos de emergência e os serviços essenciais de saúde não foram afetados pela paralisação. Os hospitais continuam funcionando para casos urgentes, garantindo a segurança dos pacientes.
Principais reivindicações dos servidores
O sindicato dos servidores apresentou uma série de demandas à HU Brasil, antiga Ebserh. As principais reivindicações incluem:
- Reajuste salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
- Reposição de 11% das perdas salariais acumuladas durante a pandemia
- Em Dourados, também é exigida a reposição de 25% das perdas
- Ajuste do piso salarial para todos os funcionários
- Inclusão de cesta básica com auxílio alimentação no pacote de benefícios
Impacto da greve nos hospitais
No hospital da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, aproximadamente 40% dos 900 servidores aderiram à paralisação. Desse total, 70% são profissionais da área administrativa, enquanto 30% atuam na assistência à saúde, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório.
Na enfermaria, metade dos profissionais está parada, o que pode afetar alguns serviços não urgentes. Já no hospital da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), 110 trabalhadores estão em greve, de um total de mil servidores.
Negociações em andamento
A HU Brasil informou que está em negociação com os sindicatos, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última terça-feira, dia 24 de setembro. Uma reunião entre as partes está marcada para a tarde desta segunda-feira, com o objetivo de discutir a paralisação e buscar um acordo que atenda às demandas dos servidores.
O sindicato pede que a gestão suspenda cirurgias eletivas e o recebimento de novos pacientes durante a greve, para evitar sobrecarga no sistema e garantir a segurança dos atendimentos.
Esta situação reflete as tensões no setor de saúde pública e a luta dos servidores por melhores condições de trabalho e remuneração justa. As negociações continuam, e espera-se que um acordo seja alcançado em breve para normalizar os serviços nos hospitais universitários de Mato Grosso do Sul.



