Desemprego se mantém em 5,4% no Brasil com rendimentos batendo recorde histórico
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 5 de março de 2026. Este é o menor nível para o período, refletindo uma estabilidade em relação ao trimestre anterior de agosto a outubro de 2025.
Renda atinge patamar recorde e informalidade recua
Os rendimentos reais habituais alcançaram um novo recorde, chegando a R$ 3.652, o maior valor da série histórica iniciada em 2012. A massa de rendimento também bateu recorde, totalizando R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% no ano (mais R$ 25,1 bilhões).
A taxa de informalidade recuou para 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores, representando uma queda de 0,9 ponto percentual em 12 meses. Em comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2025, houve uma leve redução de 37,8% para 37,5%.
População ocupada e desocupada em análise
A população ocupada, que inclui pessoas efetivamente trabalhando, ficou em 102,7 milhões, mostrando estabilidade no trimestre e um aumento de 1,7% no ano, o que corresponde a mais 1,7 milhão de pessoas. O nível da ocupação foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre e crescimento de 0,5 ponto percentual no ano.
Já a população desocupada, composta por 5,9 milhões de pessoas, manteve-se estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda significativa de 17,1%, reduzindo em 1,2 milhão o número de desempregados.
Detalhes do mercado de trabalho
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, foi de 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e alta de 2,1% no ano, adicionando 800 mil pessoas. Os empregados sem carteira no setor privado totalizaram 13,4 milhões, mantendo estabilidade tanto no trimestre quanto no ano.
Os trabalhadores por conta própria somaram 26,2 milhões, estáveis no trimestre e com aumento de 3,7% no ano, o que representa mais 927 mil pessoas. Em contraste, o número de trabalhadores domésticos ficou em 5,5 milhões, estável no trimestre, mas com redução de 4,5% no ano, perdendo 257 mil pessoas.
Indicadores de subutilização e desalento
A taxa composta de subutilização ficou em 13,8%, mostrando estabilidade no trimestre e queda de 1,8 ponto percentual no ano. A população subutilizada, de 15,7 milhões, também se manteve estável no trimestre e recuou 11,5% no ano, com menos 2,0 milhões de pessoas.
A população desalentada, que inclui aqueles que desistiram de buscar emprego, totalizou 2,7 milhões, estável no trimestre e com redução de 15,2% no ano, equivalente a menos 476 mil pessoas. O percentual de desalentados foi de 2,4%, estável no trimestre e com queda de 0,4 ponto percentual no ano.
Esses dados confirmam a expectativa do mercado, que aguardava uma taxa de desemprego de 5,4%, e destacam uma melhora gradual nas condições do mercado de trabalho brasileiro, com avanços na formalização e na renda dos trabalhadores.
