Ibovespa sobe com tensão no Oriente Médio e inflação acima da meta no radar
Ibovespa sobe com tensão no Oriente Médio e inflação alta

Ibovespa inicia pregão em alta, mas ambiente é de cautela com tensão geopolítica e inflação

O Ibovespa abriu o pregão desta segunda-feira (13 de abril de 2026) em alta, marcando 196.718 pontos, em um cenário marcado por cautela e aversão ao risco nos mercados globais. O movimento positivo ocorre apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da deterioração das expectativas econômicas no Brasil, com a inflação projetada ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo governo.

Foco no Brasil: inflação acima da meta e revisão do dólar

No cenário doméstico, os investidores estão atentos aos dados do boletim Focus, que mostrou uma nova alta nas projeções de inflação para 2026, passando de 4,36% para 4,71%, superando o limite superior da meta. Simultaneamente, houve uma revisão para baixo nas estimativas para o dólar, refletindo incertezas sobre a trajetória da economia brasileira.

Entre os principais bancos listados na bolsa, o movimento foi de queda generalizada:

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  • Bradesco (BBDC4): liderou as perdas com recuo de -1,22%
  • Banco do Brasil (BBAS3): caiu -1,05%
  • Santander (SANB11): registrou baixa de -1,00%
  • Itaú (ITUB4): recuou -0,87%

Cenário internacional: tensão no Oriente Médio e impacto no petróleo

No exterior, a escala das tensões no Oriente Médio voltou ao radar dos investidores. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciaria um bloqueio ao Estreito de Ormuz após o impasse nas negociações de paz com o Irã, ameaçando o cessar-fogo mantido nas últimas semanas.

Segundo o Comando Central americano, a operação prevê a interrupção do tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos a partir das 11h desta segunda-feira, com potencial para impactar diretamente o fluxo global de petróleo. Com isso, a commodity disparou, superando a marca de 100 dólares por barril, enquanto o dólar ganhava força frente a outras moedas e as bolsas internacionais operavam em queda.

Análise de especialista: custo de capital alto e expectativas inflacionárias

Para João Kepler, CEO da Equity Group, o impacto é direto em empresas e startups. "Com o custo de capital mais alto e investidores mais seletivos, surge a exigência de operações mais eficientes com foco em geração de caixa. Esse patamar dificulta uma melhora mais consistente nas expectativas de inflação e reduz o espaço para cortes de juros no curto prazo", explica.

Mercados globais: dólar e índices futuros em movimento

No mesmo horário, o dólar era negociado a 5,03 reais às 11h20, refletindo a pressão externa. Em Wall Street, os índices futuros apontavam para um pregão negativo:

  1. Dow Jones Futuro: recuava 0,90%
  2. S&P 500 Futuro: caía 0,65%
  3. Nasdaq Futuro: tinha baixa de 0,62%

O ambiente de cautela persiste, com investidores monitorando de perto os desdobramentos geopolíticos e os indicadores econômicos, que podem influenciar a trajetória do Ibovespa nos próximos dias.

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