Governança amadurece: maioria dos conselhos é independente na bolsa brasileira
Governança amadurece: maioria dos conselhos é independente

O mercado de capitais brasileiro vive um momento de transformação. Uma pesquisa exclusiva do Itaú BBA, banco de atacado do Itaú, mostra que a governança das companhias listadas na bolsa brasileira atingiu um novo patamar de maturidade. Pela primeira vez, mais da metade dos membros dos conselhos de administração é formada por conselheiros independentes, um avanço significativo para a proteção dos acionistas minoritários e para a transparência das empresas.

Independência como regra

O estudo, que analisou as práticas de governança das empresas listadas na B3, aponta que 52% dos conselheiros são independentes. Esse percentual supera a exigência mínima da regulamentação e reflete um movimento voluntário das companhias em busca de melhores padrões de gestão. A independência dos conselheiros é fundamental para evitar conflitos de interesse e garantir que as decisões sejam tomadas no melhor interesse de todos os acionistas, não apenas dos controladores.

Benefícios para minoritários

Para os acionistas minoritários, a notícia é especialmente positiva. Com conselhos mais independentes, há maior fiscalização da administração e redução de riscos de decisões que favoreçam apenas os controladores. A pesquisa do Itaú BBA também destaca outros avanços, como a adoção de comitês de auditoria, políticas de remuneração transparentes e maior diversidade nos conselhos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O futuro da governança

O levantamento, realizado com reportagem de Bruno Andrade e Felipe Erlich e publicado na edição VEJA Negócios nº 25, de abril de 2026, indica que o Brasil está alinhado com as melhores práticas internacionais. A tendência é que a governança continue evoluindo, com mais empresas adotando códigos de conduta, canais de denúncia e mecanismos de compliance. Esse ambiente mais sólido atrai investidores estrangeiros e fortalece o mercado de capitais como fonte de financiamento para as empresas.

Em resumo, o sinal de maturidade das empresas brasileiras na bolsa é claro: a governança corporativa deixou de ser apenas uma exigência regulatória para se tornar um diferencial competitivo. E os acionistas minoritários são os maiores beneficiados.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar