Reabertura do Estreito de Ormuz faz preço do petróleo despencar 10% no mercado internacional
Petróleo cai 10% com reabertura do Estreito de Ormuz

Reabertura estratégica no Oriente Médio provoca queda expressiva nos preços do petróleo

O mercado internacional de petróleo registrou uma queda significativa de 10% nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, após o anúncio da reabertura total do Estreito de Ormuz pelo governo do Irã. A medida, que ocorre em meio a um cessar-fogo temporário com os Estados Unidos, trouxe alívio imediato às preocupações com o fornecimento global de energia, refletindo-se diretamente nas cotações das principais referências mundiais.

Quedas acentuadas nos preços de referência

Por volta das 10h10 no horário de Brasília, o barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, apresentava uma queda de 10,42%, sendo negociado a 89,03 dólares. Simultaneamente, o equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, recuava ainda mais, com uma diminuição de 11,11%, alcançando o valor de 84,17 dólares. Essas movimentações representam uma resposta direta do mercado à notícia da liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo.

Declaração oficial e contexto diplomático

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi o responsável pelo anúncio formal da reabertura. "De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã", afirmou o diplomata. A decisão permite que todos os navios circulem livremente pela passagem até a quarta-feira, 22 de abril, data de expiração da trégua.

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Do lado americano, o presidente Donald Trump reagiu positivamente ao anúncio iraniano. Através de sua plataforma Truth Social, Trump expressou: "O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!". Este agradecimento público simboliza um momento de distensão nas relações bilaterais, marcadas por tensões recentes que haviam elevado os riscos de interrupções no tráfego marítimo.

Cenário regional e impactos no mercado

A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre dentro de um contexto mais amplo de tentativas de redução das tensões no Oriente Médio. Recentemente, foi anunciado um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelo próprio presidente Donald Trump. Este acordo envolve indiretamente o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas quanto à sua implementação efetiva.

Nos últimos dias, as restrições e as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos haviam criado um ambiente de apreensão, elevando o risco de interrupções no tráfego marítimo e afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo. A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de uma normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região.

Este alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia sinaliza uma pausa nas pressões inflacionárias relacionadas aos combustíveis, mas especialistas alertam para a volatilidade que pode persistir enquanto os acordos diplomáticos não forem consolidados. A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, ciente de que qualquer mudança no cenário pode rapidamente reverter a tendência de baixa observada nos preços.

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