Guerra no Oriente Médio eleva preço do petróleo e ameaça inflação global
Alta do petróleo com guerra no Oriente Médio pressiona inflação

Guerra no Oriente Médio dispara preços do petróleo e acende alerta global

O forte aumento nos preços do petróleo, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, acendeu o alerta de governos em todo o mundo para uma possível alta global da inflação. O petróleo é matéria-prima essencial para combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e para diversos insumos industriais, incluindo plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Essa dependência gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística tanto da indústria quanto do agronegócio.

Impactos diretos na economia e no agronegócio

Além do transporte, o setor agropecuário sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos. A produção de energia elétrica também tende a ser impactada, especialmente nas termelétricas — que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. No Brasil, o presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais e uma ajuda financeira, conhecida como subvenção, a produtores e importadores de diesel, em uma tentativa de conter o impacto dos preços do petróleo para os consumidores.

Reações internacionais à crise do petróleo

Diversos países já adotaram medidas emergenciais para mitigar os efeitos da alta dos preços. A Índia revisou suas exportações de combustível para garantir disponibilidade interna, enquanto a China proibiu exportações de combustíveis refinados e liberou suprimentos de fertilizantes de reservas nacionais. A Coreia do Sul flexibilizou limites na geração de energia a carvão e elevou a utilização de usinas nucleares.

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Na União Europeia, líderes propuseram cortes de impostos sobre eletricidade e taxas de rede mais baixas. A Austrália liberou gasolina e diesel de reservas domésticas, e o Japão pediu aumento na produção de gás natural liquefeito. Outras nações, como Bangladesh, buscam financiamento externo para importações, e a Sérvia reduziu impostos sobre petróleo bruto.

Medidas adicionais em diferentes continentes

  • Itália: Considera reduzir impostos sobre combustíveis e aumentar tributos sobre empresas que lucram com a crise.
  • Malásia: Aumentou subsídios à gasolina para manter preços fixos.
  • Tailândia: Discute compra de petróleo bruto da Rússia e congelou preços de alguns produtos.
  • Grécia: Oferecerá subsídios para combustíveis e fertilizantes, além de descontos em passagens de ferry.
  • Eslovênia: Limitou compras de combustível para combater escassez.
  • Filipinas: Planeja importar petróleo russo e reduzir contas de energia elétrica.
  • Vietnã: Acelerará transição para gasolina com etanol.
  • Indonésia: Aumentará produção de carvão e pode implementar imposto sobre lucros extraordinários.
  • Macedônia do Norte: Reduziu IVA sobre combustíveis de 18% para 10%.
  • Sri Lanka: Adotará medidas de racionamento de combustível.

A crise do petróleo, intensificada pela ofensiva do Irã no mar, representa uma ameaça significativa ao mercado global, com governos em todo o mundo buscando soluções temporárias para proteger economias e consumidores. As informações são da agência de notícias Reuters.

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