Inadimplência das famílias deve subir no início de 2026, apontam projeções
Inadimplência familiar sobe em 2026, com juros altos e renda pressionada

Inadimplência das famílias brasileiras deve aumentar no início de 2026, segundo projeções

Um estudo realizado pelo IBEVAR em parceria com a FIA Business School indica que a inadimplência das pessoas físicas no Brasil continuará em alta nos primeiros meses de 2026. As projeções revelam um cenário preocupante para o orçamento familiar, impulsionado principalmente por juros elevados e uma renda pressionada.

Projeções detalhadas para o crédito total e livre

As estimativas apontam que o índice médio de inadimplência no crédito total deve alcançar 5,40% em fevereiro, subindo para 5,46% em março e 5,59% em abril de 2026. No limite superior, esse percentual pode chegar a impressionantes 6,13%, refletindo uma tendência ascendente que preocupa especialistas.

No crédito com recursos livres, a situação se mostra ainda mais crítica. As projeções indicam taxas de 7,42% em fevereiro, 7,57% em março e 7,81% em abril. No pior cenário, esse índice pode atingir 8,48%, evidenciando a vulnerabilidade financeira de muitas famílias brasileiras.

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Metodologia e fatores por trás do aumento

O levantamento considera operações com atraso superior a 90 dias, oferecendo uma visão abrangente da saúde financeira das famílias. Os principais fatores que contribuem para esse aumento incluem:

  • Juros elevados que encarecem o custo do crédito.
  • Renda pressionada devido à inflação e condições econômicas desfavoráveis.
  • Orçamento familiar apertado, limitando a capacidade de pagamento.

Esses elementos combinados criam um ambiente desafiador para os consumidores, que enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros.

Impacto na economia e perspectivas futuras

O aumento da inadimplência não afeta apenas as famílias, mas também tem repercussões significativas na economia como um todo. Bancos e instituições financeiras podem enfrentar maiores riscos, enquanto o consumo pode ser impactado negativamente.

Especialistas alertam que, sem medidas para aliviar a pressão sobre a renda e reduzir os juros, essa tendência de alta pode se prolongar, exigindo atenção constante de autoridades e do setor financeiro.

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