Ibovespa encerra fevereiro com ganhos expressivos, mesmo com queda pontual
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, apresentou um desempenho misto nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. O pregão foi marcado por uma queda de 1,16%, levando o indicador a fechar em 188,7 mil pontos. Contudo, ao analisar o panorama mensal, o cenário é bastante positivo, com um acúmulo de alta de 3,77% ao longo de fevereiro.
Dólar também registra baixa, enquanto fluxo estrangeiro impulsiona mercado
Paralelamente, o dólar comercial seguiu a tendência de baixa, sendo cotado a R$ 5,13 no fechamento. Especialistas atribuem o bom desempenho mensal dos índices financeiros brasileiros a uma rotação global de portfólios, que elegeu o Brasil como destino preferencial entre os mercados emergentes.
"Isso ocorreu em um contexto onde o dólar perdia força e as políticas tarifárias de Trump tornavam os mercados desenvolvidos menos previsíveis", explica Rhuan Palma, analista de investimentos. Este movimento de capital estrangeiro foi crucial para sustentar os ganhos, mesmo diante de volatilidades internas.
Inflação acima do esperado adiciona volatilidade ao ambiente
No cenário doméstico, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia oficial da inflação, trouxe um componente extra de instabilidade. O índice registrou uma alta de 0,84% em fevereiro, superando as expectativas do mercado e indicando uma aceleração nos preços, especialmente no setor de educação.
"A aceleração do IPCA-15 introduziu volatilidade, mas a queda de hoje no Ibovespa pode ser vista como uma acomodação natural dos preços, acompanhada de uma leve realização de lucros", comenta Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa. Ele acrescenta que esse comportamento tende a persistir até que novos gatilhos, internos ou externos, surjam para gerar impulsos mais significativos.
Bancos operam majoritariamente no negativo, com exceções
Entre as ações de peso que compõem o Ibovespa, os bancos tiveram um desempenho predominantemente negativo:
- Santander (SANB11) liderou as perdas, com queda de 2,70%.
- Itaú (ITUB4) recuou 1,87%.
- Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,21%.
Em contraste, o Bradesco (BBDC4) nadou contra a maré e registrou uma valorização de 0,81%, destacando-se positivamente no setor.
Em resumo, fevereiro foi um mês de ganhos robustos para o Ibovespa, impulsionado por fatores externos favoráveis, apesar das pressões inflacionárias internas e de ajustes pontuais no último pregão. O mercado segue atento a novos desenvolvimentos que possam direcionar os próximos movimentos.



