Ibovespa cai mais de 2% após recorde histórico, influenciado por balanços e dados dos EUA
Ibovespa recua 2,14% após recorde, com queda em bancos

Ibovespa registra queda expressiva após atingir pico histórico

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, apresentou um recuo significativo nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, fechando com uma baixa de 2,14% e retornando aos 181,7 mil pontos. Essa movimentação ocorreu logo após o índice ter alcançado um recorde histórico na véspera, indicando um claro movimento de realização de lucros por parte dos investidores. Enquanto isso, o dólar manteve-se praticamente estável, sendo cotado a 5,23 reais, refletindo uma certa cautela no mercado cambial.

Balanços bancários misturam lucros com preocupações

No cenário doméstico, a temporada de balanços corporativos teve início com destaque para o Santander Brasil. O banco reportou um lucro líquido de 4,08 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2025, representando uma alta de 6% em comparação ao mesmo período de 2024. No entanto, os investidores demonstraram apreensão diante da piora nas provisões e do aumento na inadimplência, o que levou as ações do Santander (SANB11) a recuarem 2,70% durante o pregão.

Posteriormente, o Itaú Unibanco divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, registrando um lucro líquido recorrente de 12,31 bilhões de reais, com uma alta expressiva de 13,2% na comparação anual. Apesar dos números positivos individuais, o setor bancário brasileiro como um todo operou com desempenho negativo, acompanhando a tendência de queda do Ibovespa.

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  • Itaú (ITUB4) liderou as perdas, com baixa de 3,29%.
  • Bradesco (BBDC4) recuou 3,23%.
  • Banco do Brasil (BBAS3) caiu 2,30%.

Impacto do cenário internacional e análise de especialistas

No exterior, o relatório ADP dos Estados Unidos, que mede a criação de empregos no setor privado, trouxe números abaixo das expectativas do mercado. Em janeiro de 2026, foram criados apenas 22 mil postos de trabalho, enquanto a projeção era de 48 mil. Mesmo com esse desempenho modesto, o resultado manteve a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa retomar os cortes de juros a partir de julho, com uma redução estimada de 0,25 ponto percentual.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, comentou sobre a situação: “Na ausência de catalisadores positivos no exterior, os ativos brasileiros parecem atravessar um movimento de consolidação no pregão de hoje, com desempenho negativo tanto para a bolsa quanto para o câmbio.” Essa análise reforça a ideia de que os mercados estão passando por um período de ajuste, após os ganhos recentes.

Em resumo, a combinação de fatores domésticos, como os balanços bancários com aspectos preocupantes, e internacionais, com dados de emprego abaixo do esperado nos EUA, contribuíram para a queda acentuada do Ibovespa. Os investidores demonstram cautela, aguardando novos desenvolvimentos que possam direcionar o mercado financeiro nas próximas sessões.

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