O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), iniciou a semana em leve alta, cotado a 191.205 pontos, em meio a uma agenda carregada de decisões de bancos centrais e balanços corporativos. O petróleo tipo Brent avançou quase 3%, atingindo 108,50 dólares por barril, o maior nível em mais de três semanas, o que acendeu alertas inflacionários e reduziu as expectativas de cortes de juros nos mercados desenvolvidos.
Decisões de bancos centrais no foco
Nesta semana, os investidores acompanham as reuniões do Federal Reserve (Fed), Banco Central Europeu (BCE), Banco do Japão (BoJ) e Banco da Inglaterra (BoE), que devem manter as taxas de juros inalteradas. No Brasil, o Banco Central anuncia sua decisão na quarta-feira, com expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic.
Boletim Focus e inflação
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, trouxe a estimativa mediana para o IPCA subindo para 4,80%, acima do centro da meta de inflação. Isso reforça a leitura de que o processo de desinflação será mais lento do que o esperado. Para 2027, a projeção também segue pressionada, em 3,84%.
Mercado de ações e câmbio
O dólar operava a 4,99 reais às 11h10. As ações dos grandes bancos apresentam desempenho misto: o Santander (SANB11) lidera as altas com 0,17%, seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3) com 0,09% e Bradesco (BBDC4) com 0,05%. O Itaú (ITUB4) registra queda de 0,07%.
Cenário internacional e geopolítica
A alta do petróleo é impulsionada pela estagnação nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã só precisa telefonar se quiser negociar. O ministro das Relações Exteriores do Irã desembarcou na Rússia para buscar apoio do presidente Vladimir Putin. Além disso, os planos de gastos de capital de gigantes como Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta Platforms estão no foco, com balanços previstos para quarta-feira, enquanto a Apple divulga seus números um dia depois.
Para Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o price action estará concentrado nos resultados das empresas e nos dados do Fed e do Banco Central.



