Dólar sobe com tensão no Oriente Médio e petróleo dispara; Ibovespa abre em queda
Dólar sobe com tensão no Oriente Médio; petróleo dispara

Dólar sobe com tensão geopolítica e petróleo dispara quase 10%

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (2) em alta, com avanço de 0,21% na abertura, cotado a R$ 5,1475. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h com expectativa de queda, refletindo o cenário global de incertezas.

Conflito no Oriente Médio eleva risco e pressiona commodities

No Oriente Médio, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma resposta de Teerã, aumentaram significativamente o risco de que o conflito se amplie. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país.

Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos pelos ataques. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as ações continuam "à plena força" e que só devem parar quando os objetivos forem alcançados.

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Diante da escalada do conflito, os preços do petróleo e do gás subiram com força expressiva, enquanto as bolsas de valores ao redor do mundo registraram quedas significativas. Às 8h15 GMT (5h15 de Brasília), o barril do Brent avançava 9,7%, a US$ 79,95, e o WTI subia 9%, a US$ 73,04.

Semana decisiva para a economia brasileira

No Brasil, a semana começa com a divulgação do importante relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia nacional. Também está prevista, nos próximos dias, a publicação do PIB de 2025, dados que serão cruciais para direcionar os investimentos.

Os números acumulados mostram:

  • Dólar: Acumulado da semana: -0,81%; Acumulado do mês: -2,16%; Acumulado do ano: -6,46%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana: -0,92%; Acumulado do mês: +4,09%; Acumulado do ano: +17,17%.

Mercados globais em turbulência

Em Wall Street, as principais bolsas começaram o dia em queda nesta sexta-feira. O mercado ficou mais preocupado com o setor de tecnologia, especialmente com empresas ligadas à inteligência artificial após os resultados da Nvidia, e isso puxou as ações para baixo. Além disso, dados de inflação vieram acima do esperado, o que deixou os investidores ainda mais cautelosos.

Com isso, o índice Nasdaq caminha para ter sua pior queda mensal desde março de 2025. Na abertura do pregão, o Dow Jones caiu 0,50%, o S&P 500 recuou 0,76% e o Nasdaq teve baixa de 1,15%.

Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos. O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Entre os índices europeus:

  1. STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos
  2. DAX alemão sobe 0,18%
  3. FTSE 100 britânico tem alta de 0,48%
  4. CAC 40 francês opera com leve queda de 0,09%

Desempenho misto nas bolsas asiáticas

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar.

Nos fechamentos do dia:

  • Em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%
  • Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%
  • Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos
  • Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos
  • Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado

O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Esta tendência reforça a volatilidade que caracteriza o atual cenário econômico global, onde fatores geopolíticos e comerciais continuam a exercer forte influência sobre as moedas e os mercados financeiros em todo o mundo.

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