Dólar cai e Ibovespa aguarda abertura; veja os fatores que movem o mercado
Dólar em queda e Ibovespa aguarda abertura: fatores do mercado

Dólar inicia o dia em queda e Ibovespa aguarda abertura; entenda os movimentos do mercado

O dólar começou a sessão desta quarta-feira, 4 de fevereiro, em queda, recuando 0,24% na abertura, cotado a R$ 5,2356. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, está programado para abrir às 10h, com investidores atentos aos indicadores econômicos divulgados ao longo do dia.

Agenda econômica: dados dos EUA e do Brasil em foco

Nos Estados Unidos, as atenções se dividem entre o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, e os índices de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços, ambos voltados para a atividade econômica recente. No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro. O índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano.

À tarde, o Banco Central divulga o fluxo cambial, que mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial.

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Desempenho acumulado do dólar e do Ibovespa

O dólar apresenta os seguintes desempenhos acumulados:

  • Acumulado da semana: +0,04%
  • Acumulado do mês: +0,04%
  • Acumulado do ano: -4,36%

Já o Ibovespa registra:

  • Acumulado da semana: +2,38%
  • Acumulado do mês: +2,38%
  • Acumulado do ano: +15,24%

Ata do Copom sinaliza início de ciclo de cortes de juros em março

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março. Segundo o documento, essa avaliação levou em conta um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais mais claros de que os juros elevados já começam a ter efeito sobre os preços, ainda que com algum atraso.

A ata se refere ao encontro realizado na semana passada, quando o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. O nível elevado dos juros segue sendo o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que atingem de forma mais intensa a população de menor renda.

O BC reforçou que, se o cenário esperado se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março. Ao mesmo tempo, destacou que o processo será conduzido com cautela, para garantir que a inflação volte à meta ao longo do período relevante. A autoridade monetária, no entanto, não informou qual será o tamanho nem a duração do ciclo de cortes da Selic.

De acordo com a ata, essas decisões dependerão da chegada de novos dados, que permitirão uma avaliação mais precisa das condições econômicas. No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, a projeção é de que a taxa básica chegue a 12,25% ao ano.

Produção industrial brasileira tem queda em dezembro de 2025

A produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a atividade recuou 1,2%, a maior retração desde julho de 2024. Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve alta de 0,4%, o que interrompeu uma sequência de dois meses seguidos de resultados negativos.

Apesar desse avanço pontual em relação ao ano anterior, o desempenho da indústria em 2025 foi contido. No acumulado do ano, o setor cresceu 0,6%, abaixo do resultado registrado em 2024, quando avançou 3,1%, e acima do observado em 2023, de 0,1%. No quarto trimestre de 2025, a produção industrial ficou 0,5% abaixo do nível do mesmo período do ano anterior.

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Já a média móvel trimestral em dezembro foi negativa em 0,5%, indicando perda de ritmo no fim do ano. Mesmo com essas oscilações, a produção industrial ainda se mantém ligeiramente acima do nível pré-pandemia, com alta de 0,6% em relação a fevereiro de 2020. Por outro lado, o setor segue distante do recorde histórico alcançado em maio de 2011, operando 16,3% abaixo daquele pico.

Bolsas globais apresentam desempenhos mistos

Em Wall Street, os mercados fecharam em queda, com investidores de olho na divulgação de balanços financeiros, especialmente de empresas do setor de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,06 pontos, e o S&P 500 recuou 0,84%, aos 6.917,79 pontos. O Nasdaq, que tem forte presença de companhias de tecnologia, registrou perdas de 1,43%, aos 23.255,19 pontos.

As bolsas europeias foram afetadas pela queda brusca nos metais preciosos no dia anterior, que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Apesar disso, ao longo do dia o ritmo dessas quedas diminuiu, ajudando os mercados europeus a se recuperar parcialmente. O índice STOXX 600 subiu 0,10%, recuperando-se da queda inicial. Na Alemanha, o DAX recuou 0,07%. Na França, o CAC 40 teve perdas de 0,02%, enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 caiu 0,26%.

Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de fortes perdas. No fechamento, a Bolsa de Xangai caiu 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos. Outros mercados também recuaram: o Nikkei caiu 1,2% (52.655 pontos), o Kospi despencou 5,26% (4.949 pontos), o Taiex caiu 1,37% (31.624 pontos), e o Straits Times perdeu 0,26% (4.892 pontos).