Dólar atinge menor patamar em quase dois anos e bolsa brasileira alcança novo recorde
Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro viveu um dia de intensa euforia, marcado por uma queda expressiva do dólar e uma alta robusta na bolsa de valores. O dólar comercial encerrou o pregão vendido a R$ 5,188, registrando uma queda de R$ 0,032, o que representa uma redução de 0,62%. Esse valor coloca a moeda estadunidense no seu nível mais baixo em 21 meses, precisamente desde 28 de maio de 2024, quando estava cotada a R$ 5,15.
Bolsa de valores em alta e Ibovespa bate recorde histórico
Paralelamente, o mercado de ações apresentou desempenho excepcional. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 186.241 pontos, com uma alta impressionante de 1,8%. Esse resultado superou o recorde anterior, estabelecido no dia 3 de fevereiro, e foi impulsionado principalmente por setores de grande peso no índice, como:
- Ações de bancos
- Ações de petroleiras
- Ações de mineradoras
Em 2026, a bolsa brasileira acumula uma valorização de 15,69%, enquanto o dólar acumula uma queda de 5,47% no mesmo período, refletindo um cenário otimista para investidores.
Fatores internacionais que influenciaram o mercado
O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando tendências do mercado internacional. Vários elementos contribuíram para esse movimento:
- Dados dos Estados Unidos: Números recentes do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, ficaram abaixo das expectativas, aumentando as chances de que o Federal Reserve reduza as taxas de juros.
- Vitória eleitoral no Japão: A vitória da primeira-ministra Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene japonês.
- Recomendação da China: O governo chinês sugeriu que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, visando diversificar as reservas internacionais. A China é o maior detentor desses papéis, e essa medida exerceu pressão significativa sobre o dólar.
Essa combinação de fatores criou um ambiente favorável para moedas de países emergentes, incluindo o real brasileiro, além do rand sul-africano, peso mexicano e peso chileno.
Perspectivas para os próximos meses
Analistas indicam que esse cenário positivo para os mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir. Isso pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nas próximas semanas, mantendo o dólar em níveis baixos e a bolsa em alta. O movimento reflete uma confiança renovada dos investidores na economia brasileira, impulsionada por condições externas propícias.
As informações são baseadas em dados da Agência Brasil e Reuters, consolidando um dia marcante para o mercado financeiro nacional.



