O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deu início, nesta segunda-feira, dia 19 de janeiro de 2026, ao processo de reembolso dos investidores que tinham recursos aplicados no Banco Master. A ação ocorre exatamente dois meses após a decisão do Banco Central de liquidar a instituição financeira.
Processo de restituição em andamento
A partir de agora, os clientes do banco que possuíam depósitos e investimentos cobertos pelo sistema de garantias podem esperar o retorno de seus valores. O FGC, que atua como um mecanismo de proteção para correntistas e investidores em caso de falência ou intervenção em bancos, está responsável por conduzir toda a operação.
O início dos pagamentos marca uma etapa crucial para centenas de pessoas físicas e jurídicas que tiveram seus recursos comprometidos com a liquidação do Banco Master. A medida do Bacen, ocorrida em novembro de 2025, visou a preservação do sistema financeiro nacional e a proteção dos demais agentes do mercado.
O papel do FGC na proteção ao investidor
O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem a missão principal de administrar o mecanismo de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras. Sua atuação é acionada em situações específicas, como a liquidação extrajudicial, que foi o caso do Banco Master.
A cobertura do FGC tem limites estabelecidos. Para contas conjuntas ou de depósito, e para alguns tipos de investimento como CDB, RDB e LC, a garantia é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. É importante que os clientes verifiquem se seus valores se enquadram nesses parâmetros.
Próximos passos para os clientes
Os investidores afetados não precisam entrar em contato com o banco liquidado. O próprio FGC deve realizar a comunicação direta, informando sobre os procedimentos para recebimento. O processo costuma seguir as seguintes etapas:
- Identificação e levantamento de todos os créditos elegíveis para garantia.
- Divulgação de cronograma e canais de atendimento específicos para o caso.
- Realização dos pagamentos de forma faseada, conforme a complexidade e o volume de operações.
A agilidade no início do processo, apenas dois meses após a liquidação, é vista como um ponto positivo, demonstrando a operacionalidade do sistema de garantias em momentos de crise. A situação serve como um alerta para a importância de os investidores conhecerem os instrumentos de proteção disponíveis no mercado financeiro brasileiro.