Páscoa deve injetar R$ 32 milhões na economia do Amapá, aponta pesquisa do Fecomércio
O Instituto Fecomércio Amapá divulgou nesta semana os resultados de uma pesquisa abrangente sobre as intenções de compras para a Páscoa de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 12 e 18 de março, ouviu 400 consumidores na capital Macapá e revela um cenário econômico promissor para o período festivo.
Intenções de compra e preferências dos consumidores
De acordo com os dados, 73% dos entrevistados afirmaram que pretendem adquirir produtos pascais neste ano. Em contrapartida, 23% declararam não ter intenção de compra, enquanto 4% permanecem indecisos sobre suas aquisições. As preferências de consumo mostram uma divisão interessante entre produtos industrializados e artesanais.
Os ovos de chocolate industrializados lideram as preferências com 52% da intenção de compra. No entanto, os produtos artesanais vêm ganhando espaço significativo, representando 48% das preferências: ovos caseiros (34%), chocolates caseiros (8%) e consumidores que planejam produzir seus próprios produtos (6%). Este crescimento do segmento artesanal abre oportunidades valiosas para pequenos produtores e confeiteiros locais.
Onde os consumidores pretendem fazer suas compras
- Supermercados: 43%
- Encomendas: 33%
- Lojas especializadas: 27%
- Pequenos comércios de bairro: 7%
Ticket médio e movimentação financeira esperada
O ticket médio estimado para as compras de Páscoa é de R$ 144. A distribuição dos gastos planejados revela que:
- 55% dos consumidores pretendem gastar até R$ 100
- 36% devem gastar entre R$ 101 e R$ 200
- Apenas 9% ultrapassam esse valor
A expectativa é de que o comércio local movimente aproximadamente R$ 32 milhões durante o período pascal, representando um aumento de R$ 2 milhões em comparação com o ano anterior.
Páscoa além do chocolate: tradições e gastronomia
A pesquisa também investigou outros aspectos das celebrações pascais. 57% dos entrevistados pretendem realizar um almoço especial durante a Semana Santa, com gasto médio estimado em R$ 190 para esta refeição. Este hábito deve beneficiar principalmente os setores de pescados e carnes brancas, que tradicionalmente têm maior demanda nesse período.
Formas de pagamento preferenciais
As formas de pagamento mais citadas pelos consumidores foram:
- Dinheiro: 30%
- Pix: 30%
- Débito: 17%
- Crédito: 23%
Os dados revelam uma equilibrada distribuição entre meios de pagamento tradicionais e digitais, refletindo as transformações recentes nos hábitos financeiros dos brasileiros.
A pesquisa do Fecomércio Amapá oferece um retrato detalhado do comportamento do consumidor amapaense durante um dos períodos comerciais mais importantes do ano, destacando tanto as tradições mantidas quanto as novas tendências que moldam o mercado local.



