IPCA-15 de março sobe 0,44%, acima das expectativas dos economistas
IPCA-15 sobe 0,44% em março, superando projeções

IPCA-15 de março registra alta de 0,44%, superando expectativas do mercado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil, apresentou uma elevação de 0,44% no mês de março, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal superou as projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 0,29% para o período.

Acumulado em 12 meses mostra desaceleração

No acumulado dos últimos doze meses, o IPCA-15 registrou uma taxa de 3,90%, indicando uma desaceleração em relação ao período anterior, quando o índice ficou em 4,10%. Em março de 2025, o indicador havia sido de 0,64%, mostrando que a pressão inflacionária atual, embora acima do esperado, apresenta uma trajetória mais moderada em comparação anual.

Todos os grupos de produtos e serviços tiveram aumentos

O levantamento realizado pelo IBGE revelou que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março. A maior alta foi observada no grupo Alimentação e bebidas, com um avanço significativo de 0,88%, exercendo o maior impacto sobre o resultado geral do mês. Em seguida, as Despesas pessoais, que incluem gastos com serviços e cuidados pessoais, registraram um aumento de 0,82%.

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Nos demais grupos analisados, as variações de preços ficaram em patamares mais baixos, mas ainda positivos:

  • Alimentação e bebidas: 0,88%
  • Habitação: 0,24%
  • Artigos de residência: 0,37%
  • Vestuário: 0,47%
  • Transportes: 0,21%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,36%
  • Despesas pessoais: 0,82%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: 0,03%

As menores altas foram registradas nos grupos de Comunicação (0,03%) e Educação (0,05%), enquanto Vestuário apresentou uma variação de 0,47%.

Contexto econômico e perspectivas

O resultado de março, apesar de ficar acima das expectativas, reflete um cenário de inflação ainda controlada, mas com pressões persistentes em setores essenciais como alimentação e despesas pessoais. Economistas destacam que a desaceleração no acumulado de 12 meses é um sinal positivo, mas a alta mensal acima do projetado pode exigir atenção contínua das autoridades monetárias. A variação nos preços de alimentos, em particular, continua a ser um fator de preocupação para o orçamento das famílias brasileiras.

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