O ano de 2026 começou com um aumento significativo no preço dos combustíveis, afetando diretamente o bolso dos consumidores brasileiros. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 20 de janeiro, pelo Monitor de Preço de Combustíveis, estudo realizado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a gasolina registrou uma alta de 1,6% na comparação entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro.
Impacto do ICMS na alta da gasolina
O principal fator por trás desse aumento foi o reajuste das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que foi elevado em todo o país. Em média, o tributo passou para 1,57 reais por litro de gasolina, representando uma alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse ajuste tributário refletiu diretamente no preço final ao consumidor, com o valor médio do litro subindo de 6,31 reais para 6,41 reais.
Variações estaduais e destaque para o Rio Grande do Norte
As variações nos preços não foram uniformes em todo o território nacional. O Rio Grande do Norte liderou a lista com a maior alta percentual, registrando um aumento de 9,9%, o que equivale a 0,59 reais a mais por litro de gasolina. Outros estados que se destacaram foram o Amapá, com uma alta de 4,3%, e Santa Catarina, com avanço de 3%.
Pressão tributária também atinge o diesel
O diesel não ficou imune à pressão tributária. A alíquota média do ICMS para esse combustível passou de 1,12 reais para 1,17 reais por litro, um crescimento de 4,4%. Consequentemente, o preço do diesel S-10 avançou 0,53% no período, com um acréscimo de 0,03 reais por litro. As maiores altas foram observadas no Rio Grande do Norte (5,8%), Amapá (5,2%) e Roraima (3,3%).
Etanol sobe influenciado por fatores sazonais
Embora o etanol não tenha sofrido reajuste no ICMS, seu preço ao consumidor também apresentou aumento, influenciado por fatores sazonais. Na média nacional, a alta foi de 2%, o que corresponde a 0,09 centavos por litro. O Rio Grande do Norte novamente se destacou, liderando a elevação com um avanço de 18,7%, ou 0,86 centavos por litro.
Esses dados reforçam a importância de monitorar as políticas tributárias e seus efeitos no custo de vida, especialmente em um período de ajustes econômicos. Os consumidores devem ficar atentos às variações regionais, que podem impactar significativamente os orçamentos familiares e as atividades comerciais dependentes de combustíveis.