Consumidores do Rio Grande do Norte pagarão mais caro pelo gás de cozinha a partir desta quinta-feira
O preço do botijão de gás de cozinha de 13 quilos no Rio Grande do Norte sofrerá um reajuste significativo a partir desta quinta-feira (9), com aumentos que podem variar de R$ 7 a R$ 10. Com isso, o custo final para o consumidor deve subir para algo entre R$ 120 e R$ 125, dependendo da revenda. Este ajuste reflete pressões econômicas que impactam diretamente o bolso das famílias potiguares.
Principais causas do aumento no preço do gás
Segundo Ivo Lopes, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Rio Grande do Norte (Singais-RN), o aumento tem como principais causas uma mudança na política de preços da Petrobras para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e a recente alta no valor do diesel. No último leilão interno de GLP realizado pela Petrobras, que ocorre a cada 90 dias, as distribuidoras compraram o produto com um aumento médio de 10%. Além disso, a alta no valor do diesel, influenciada por conflitos no Oriente Médio, também pressiona os custos finais, já que o transporte do gás é predominantemente rodoviário no estado.
"Nós tivemos um aumento de diesel e isso aí, a revenda, infelizmente, vai ter que também repassar, porque o nosso transporte é 90% rodoviário", detalhou Ivo Lopes. Com esse cenário, os revendedores temem uma redução no consumo e, consequentemente, nas vendas de gás de cozinha, o que pode afetar a economia local.
Impacto no programa social 'Gás do Povo'
O aumento generalizado no preço do gás também acende um alerta para a continuidade de programas sociais, como o 'Gás do Povo'. Atualmente, o valor repassado pelo governo aos revendedores está em torno de R$ 102, mas Ivo Lopes adverte que esse valor está defasado diante dos novos custos. Ele afirma que, sem um reajuste para, no mínimo, R$ 110, as revendas podem não ter condições de continuar a oferecer o benefício.
"Se o governo nos próximos 30 dias não melhorar o preço do 'Gás do Povo', a revenda não vai ter condições mais de entregar. Algumas revendas podem sair do programa", afirmou Lopes. Essa situação pode prejudicar famílias de baixa renda que dependem do programa para acesso a um item essencial no dia a dia.
Em meio a essas mudanças, os consumidores do Rio Grande do Norte precisam se preparar para ajustes em seus orçamentos domésticos, enquanto autoridades e revendedores buscam soluções para equilibrar custos e acessibilidade.



