Gás de cozinha fica mais caro com aumento de 15% na Bahia
O valor do gás de cozinha registrou um reajuste superior a 15% nesta quarta-feira, 1°, conforme informou o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás). O ajuste foi implementado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, e já impacta os preços para o consumidor final em diversas regiões do estado.
Impacto imediato nos preços para os consumidores
Com o aumento, o botijão de gás pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro nas revendas. Um exemplo claro foi observado em uma revendedora localizada no bairro de Engenho Velho de Brotas, em Salvador. Antes do reajuste, o botijão custava R$ 130 para retirada no local, mas o preço subiu para R$ 140 após a mudança. No caso da entrega, o valor passou de R$ 145 para R$ 155, evidenciando o impacto direto no bolso dos baianos.
Explicação da Acelen para o reajuste
Em nota oficial, a Acelen confirmou o aumento de 15,3% no preço do GLP (gás liquefeito de petróleo) aplicado às distribuidoras. A empresa destacou que seus preços seguem critérios de mercado, considerando variáveis como o custo do petróleo, adquirido a valores internacionais, a cotação do dólar e despesas com frete. A Acelen afirmou que sua política de preços é transparente e baseada em critérios técnicos, alinhados às práticas do mercado internacional, o que pode resultar em variações tanto para cima quanto para baixo ao longo do tempo.
Contexto econômico e comparações
Este reajuste ocorre em um momento em que outros combustíveis também enfrentam altas de preço na Bahia. Recentemente, a gasolina chegou a quase R$ 7 em postos de Salvador, enquanto o estado aderiu a um plano federal para conter a alta do diesel importado. A situação reforça preocupações sobre a inflação e o custo de vida para as famílias, especialmente em um cenário onde quedas de preço nas refinarias nem sempre se refletem proporcionalmente para os consumidores finais.
O SindRevGás alerta que os revendedores estão repassando o aumento imediatamente, o que pode afetar orçamentos domésticos e pequenos negócios que dependem do gás de cozinha. A entidade recomenda que os consumidores busquem comparar preços em diferentes estabelecimentos para mitigar os efeitos do reajuste.



