Gasolina sofre segundo aumento em menos de um mês no Amazonas, com preços recordes no interior
Gasolina tem segundo aumento em um mês no Amazonas; preços disparam

Gasolina sofre segundo aumento em menos de um mês no Amazonas, com preços recordes no interior

O preço da gasolina registrou o segundo aumento em menos de 30 dias no estado do Amazonas, impactando não apenas a capital Manaus, mas também diversos municípios do interior. Em cidades como Tefé e Presidente Figueiredo, os reajustes consecutivos elevaram os valores a patamares considerados altos pelos consumidores, com reflexos imediatos no bolso de motoristas e no custo de vida local.

Aumentos consecutivos em múltiplas localidades

Em Tefé, o litro da gasolina passou de uma faixa entre R$ 7,49 e R$ 7,99 para R$ 8,29, após dois reajustes seguidos. Já em Presidente Figueiredo, o combustível subiu de R$ 7,29 para R$ 7,59, enquanto o diesel alcançou R$ 7,79. Este cenário se repete em outras áreas, com Parintins mantendo o litro a R$ 8,79 desde o início do mês, após um aumento de R$ 0,50, o que gera apreensão entre os moradores sobre novas altas.

Outras cidades também enfrentam valores elevados: em Tabatinga, a gasolina custa R$ 8,70 e o diesel R$ 8,95; em Lábrea, o litro chegou a R$ 8,79, após um reajuste de 40 centavos no começo de março. Comerciantes do sul do estado atribuem esses custos às dificuldades de transporte, com o combustível podendo levar até 15 dias para chegar por balsa, além dos problemas enfrentados nas estradas, como a Transamazônica.

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Fatores que impulsionam os preços no interior

Os altos valores são influenciados por uma combinação de fatores logísticos e tributários. Parte do produto vem de Porto Velho, em Rondônia, o que implica em cobranças de impostos interestaduais que encarecem o custo final. Em municípios mais próximos da capital, como Itacoatiara, o litro da gasolina está em R$ 8,49, enquanto em Humaitá, o preço médio é de R$ 7,75, ainda considerado alto pelos motoristas.

Especialistas apontam que, além da logística complicada, preços nas refinarias e impostos são elementos-chave que determinam os valores na região Norte. A situação é monitorada de perto por órgãos de defesa do consumidor, com possíveis novos reajustes previstos com a chegada de novas remessas de combustível.

Impacto em Manaus e ações de fiscalização

Na capital Manaus, o litro da gasolina também subiu pela segunda vez em menos de um mês, passando de R$ 7,29 para R$ 7,59. O aumento, registrado no domingo (22 de março de 2026), surpreendeu os consumidores pelo curto intervalo entre os reajustes, já que no início de março o valor era de R$ 6,99.

Motoristas relatam dificuldades para manter a rotina, com impactos diretos no orçamento. "Tá caro demais, não dá pra fazer quase nada de renda. Só dá pra trabalhar pra gasolina mesmo. Antes eu colocava 40 e agora tenho que colocar 70 pra rodar", desabafou o mototaxista Raimundo Nonato Costa Lima. Taxistas também sentem o peso, como Rogério Souza, que menciona a necessidade de desligar o ar-condicionado e evitar engarrafamentos para economizar.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026. Em resposta, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) acompanha os aumentos e realiza fiscalizações, exigindo que postos apresentem documentos que comprovem a legalidade dos reajustes.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) e a ANP também investigam possíveis irregularidades, como prática de preço abusivo. Em Parintins, o Procon multou recentemente 13 postos de combustíveis, reforçando a vigilância sobre o setor.

Conclusão e perspectivas futuras

O cenário de aumentos consecutivos no preço da gasolina no Amazonas reflete desafios estruturais, como logística deficiente e carga tributária, que afetam especialmente as regiões mais isoladas. Com órgãos de controle em alerta e consumidores sob pressão, a tendência é de que o tema continue em pauta, com possíveis novas altas dependendo das condições de abastecimento e do mercado.

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