Exportações do Vale do Paraíba e Bragantina caem 2% no início de 2026
Exportações caem 2% no Vale do Paraíba em 2026

Queda nas exportações do Vale do Paraíba e região Bragantina em 2026

As exportações do Vale do Paraíba e da região Bragantina registraram uma queda de quase 2% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Nos três primeiros meses do ano, as cidades da região movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em vendas ao exterior, representando uma redução de aproximadamente US$ 41 milhões em comparação com o mesmo período de 2025, quando o volume exportado alcançou US$ 2,1 bilhões.

São José dos Campos lidera ranking de exportações

São José dos Campos continua a liderar o ranking de exportações na região, com um desempenho notável no setor aeronáutico. A cidade movimentou US$ 622,6 milhões em exportações no primeiro trimestre de 2026, consolidando sua posição como principal polo econômico da área.

Ranking das cidades que mais exportaram

Além de São José dos Campos, outras cidades se destacaram no cenário exportador:

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  • Ilhabela: US$ 491,2 milhões
  • Pindamonhangaba: US$ 274,7 milhões
  • Taubaté: US$ 175,3 milhões

Desempenho de Taubaté e setor automotivo

Em Taubaté, o resultado de US$ 175,3 milhões em exportações no primeiro trimestre de 2026 representa o melhor desempenho para o período desde 2019. No entanto, o município ainda não recuperou o patamar pré-pandemia, quando havia registrado US$ 182,5 milhões em exportações.

Desde então, os números têm oscilado significativamente:

  1. 2020: US$ 135,6 milhões
  2. 2021: US$ 150,3 milhões
  3. 2022: US$ 88,6 milhões
  4. 2023: US$ 90,1 milhões
  5. 2024: US$ 109,3 milhões
  6. 2025: US$ 173,6 milhões
  7. 2026: US$ 175,3 milhões

O setor automotivo permanece como o principal motor das exportações de Taubaté, com destaque para montadoras e empresas de autopeças que atendem principalmente ao mercado da América Latina.

Impacto econômico e perspectivas

Segundo o economista José Joaquim, o crescimento das exportações tem um efeito direto e significativo em outros setores da economia regional. "Claro que metalurgia, setor espacial e metalmecânico têm importância nessa região. Mas o que está se trazendo em relação a outras indústrias e à participação de capital para dar suporte ao desenvolvimento da indústria é algo mais significativo ainda", afirmou o especialista.

Ele destacou ainda que esse movimento contribui para a geração de emprego e renda na região. "Mais investimento em outras estruturas e mais ganhos para quem está na cidade, ou seja, geração de emprego e mais renda", completou José Joaquim, enfatizando o papel crucial das exportações no desenvolvimento econômico local.

Apesar da leve queda registrada no início de 2026, a região do Vale do Paraíba e Bragantina mantém uma base exportadora robusta, com setores estratégicos como aeronáutico e automotivo continuando a impulsionar a economia regional e a criar oportunidades de crescimento sustentável.

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