Endividamento de famílias em São Luís cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026
Endividamento em São Luís sobe 3,7% no primeiro trimestre

Endividamento familiar em São Luís registra aumento significativo no primeiro trimestre

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), apontou um crescimento preocupante no número de famílias endividadas em São Luís durante o primeiro trimestre de 2026. O levantamento mostra um aumento de 3,7 pontos percentuais, elevando o percentual de famílias com dívidas na capital maranhense.

Dados detalhados revelam cenário de aperto financeiro

Em janeiro de 2026, o índice de endividamento familiar em São Luís era de 25,1%. No entanto, em março do mesmo ano, esse número saltou para 28,8%, indicando uma mudança significativa no orçamento das famílias da cidade. Segundo analistas da Fecomércio, esses números sugerem uma tendência clara de aumento da inadimplência entre os consumidores locais, com reflexos diretos na economia regional.

São Luís acompanha tendência nacional de endividamento recorde

O crescimento do endividamento em São Luís não é um fenômeno isolado, mas segue a tendência nacional observada no mesmo período. Em nível país, a pesquisa registrou uma alta ainda mais expressiva de 6,6 pontos percentuais, passando de 73,9% para 78,8% de famílias endividadas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que colaborou com o estudo, revelou que o percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 80,4% em março de 2026, considerado o maior nível da série histórica já registrada.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Inflação em São Luís é uma das maiores do país

Entre os principais motivos para esse aumento no endividamento está a pressão inflacionária. De acordo com dados da Fecomércio, em março de 2026, a inflação em São Luís atingiu 1,39%, posicionando-se como uma das maiores variações entre todas as capitais brasileiras. Os itens que mais contribuíram para essa alta foram os básicos da cesta familiar, como alimentação e transporte, essenciais no dia a dia da população.

Guerra no Oriente Médio impacta preços dos combustíveis

O levantamento aponta ainda que a alta de 4,47% nos preços dos combustíveis, provocada diretamente pela guerra no Oriente Médio, teve um efeito negativo sobre toda a cadeia logística. Esse aumento encareceu bens e serviços relacionados, criando um ciclo de custos elevados que pressiona ainda mais o orçamento familiar. Com menos poder de compra, muitos consumidores têm recorrido ao cartão de crédito para cobrir despesas essenciais.

Cartão de crédito lidera as dívidas familiares

A pesquisa indica que o cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas das famílias, representando 78,2% do total das obrigações financeiras. Esse cenário é agravado pelos juros elevados cobrados nas transações, que aumentam o valor final das dívidas e dificultam a quitação. Especialistas alertam que, sem medidas de controle e educação financeira, a situação pode se tornar ainda mais crítica nos próximos meses.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar