Brasil reage à crise do petróleo com medidas emergenciais
O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, uma série de medidas para conter os efeitos da disparada nos preços do petróleo, provocada pela guerra no Irã. A principal ação consiste na zeração das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, além da criação de uma política de subvenção específica para o setor.
Contexto internacional crítico
A decisão brasileira ocorre em um momento de extrema tensão no mercado global de commodities. Iraque e Omã fecharam seus terminais de petróleo após dois petroleiros serem atacados na costa iraquiana. A Agência Internacional de Energia emitiu um alerta histórico, classificando a situação como "a maior crise no fornecimento da história do mercado global da commodity".
O estreito de Ormuz, por onde passam entre 20% e 25% da produção mundial de petróleo, encontra-se fechado pelo Irã desde o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, divulgou sua primeira mensagem pública adotando um tom desafiador e prometendo "vingança" contra os inimigos, sem dar qualquer indício de rendição.
Detalhes das medidas brasileiras
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi o responsável por detalhar as medidas adotadas pelo governo brasileiro. A isenção total de PIS e Cofins sobre o diesel tem como objetivo imediato reduzir os custos de transporte e logística em todo o país, setores diretamente impactados pela alta do combustível.
A política de subvenção complementar busca estabilizar os preços ao consumidor final e proteger setores estratégicos da economia nacional. Essas ações emergenciais representam uma resposta coordenada do Executivo à crise internacional que ameaça a recuperação econômica brasileira.
Desdobramentos políticos paralelos
Enquanto o governo trata da crise do petróleo, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, solicitou explicações ao Ministério das Relações Exteriores sobre a visita do assessor do ex-presidente americano Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
Moraes já havia autorizado o encontro entre os dois, marcado inicialmente para 18 de março, mas a defesa de Bolsonaro pediu mudança de data devido a uma "agenda diplomática" que Darren Beatie teria no Brasil. O ministro do STF agora busca esclarecimentos sobre a natureza exata dessa agenda antes de confirmar nova data para a visita.
