Aposentados recorrem cada vez mais ao empréstimo consignado para pagar contas básicas
Os aposentados brasileiros estão buscando com frequência crescente o empréstimo consignado como solução para quitar contas básicas do dia a dia. Essa modalidade de crédito, que tem as parcelas descontadas diretamente do benefício do INSS, tornou-se uma ferramenta crucial para muitos que enfrentam dificuldades financeiras.
Mais da metade dos aposentados está endividada
Dados recentes indicam que mais da metade da população aposentada no Brasil encontra-se atualmente endividada. Com a inflação pressionando os preços de itens essenciais e a renda fixa muitas vezes insuficiente, o empréstimo consignado surge como uma alternativa imediata, embora possa trazer consequências a longo prazo para o orçamento familiar.
Lei permite comprometer até 40% da aposentadoria
De acordo com a legislação vigente, o aposentado pode ter até 40% do valor de seu benefício mensal impactado por dívidas consignadas. Esse limite, estabelecido para proteger os idosos de comprometimentos excessivos, ainda assim representa uma parcela significativa da renda, o que pode afetar severamente a qualidade de vida e a capacidade de cobrir outras despesas necessárias.
O desconto direto na fonte oferece segurança aos credores, mas também significa que o aposentado já recebe seu benefício com parte dele comprometida, reduzindo o poder de compra disponível para necessidades imediatas e imprevistos.
Cenário econômico influencia busca por crédito
O contexto econômico atual, marcado por projeções de mais inflação e cortes menores dos juros em 2026, tem contribuído para que os aposentados busquem o empréstimo consignado como uma forma de equilibrar as contas. A dificuldade de acesso a serviços bancários presenciais em mais de 2.600 municípios brasileiros também pode estar influenciando essa tendência, limitando opções de crédito alternativas.
Especialistas alertam que, embora o empréstimo consignado possa oferecer alívio temporário, é fundamental que os aposentados avaliem cuidadosamente sua capacidade de pagamento e considerem o impacto cumulativo das dívidas sobre sua renda fixa, buscando orientação financeira quando necessário.



