O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e o secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, publicaram no Diário Oficial desta segunda-feira, 27, uma nova lista de exonerações. Desta vez, foram 30 dispensas em diferentes setores da administração estadual, elevando o total para 668 demissões em apenas um mês de gestão.
Setores atingidos pelas exonerações
As demissões incluem cargos na Secretaria da Casa Civil, da Fazenda, de Governo, de Defesa do Consumidor e do Gabinete do Governador. Também foram afetados funcionários do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Fundação Leão XIII e da Loteria do estado. Dentre as dispensas desta segunda-feira, apenas quatro são assinadas diretamente pelo desembargador Ricardo Couto; as outras 26 estão atribuídas ao secretário da Casa Civil.
Meta de economia e combate a 'fantasmas'
A reestruturação promovida pelo governo tem como alvo principal os funcionários que não estão em atividade, popularmente chamados de 'fantasmas'. A expectativa é economizar cerca de 10 milhões de reais com as exonerações. A reforma não deve parar por aí: a estrutura administrativa também está sendo revista, com a extinção de três subsecretarias da Casa Civil: a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Por outro lado, a Subsecretaria-Geral deve ser reinstaurada.
Contexto político da sucessão
Ricardo Couto assumiu o governo em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL), uma manobra calculada para evitar a cassação e manter aberta a possibilidade de disputar uma vaga no Senado. Na ausência do vice-governador, que renunciou para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e do presidente da Assembleia Legislativa, afastado por ordem do STF e depois cassado pelo TSE, Couto, então presidente do Tribunal de Justiça do Rio, era o próximo na linha sucessória.



