Um navio japonês de 65 metros de comprimento e 500 toneladas, empregado em operações de combate à pesca ilegal em todo o mundo, encontra-se atracado em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. A embarcação, denominada Bandero, está aberta à visitação pública, embora as inscrições estejam esgotadas, com lista de espera disponível.
Origem e missão do Bandero
O Bandero foi construído no Japão no ano 2000, originalmente utilizado na indústria pesqueira. Em 2024, foi adquirido e adaptado para missões ambientais marítimas. O navio é vinculado à fundação do ativista ambiental Paul Watson, que há mais de cinco décadas atua na defesa da vida marinha. A embarcação realiza missões internacionais de proteção dos oceanos, com foco em ações diretas não violentas para impedir práticas ilegais.
Estrutura e adaptações
A tripulação do Bandero, composta por cerca de 15 pessoas de diferentes nacionalidades, construiu estruturas reforçadas, como barras de ferro e peças metálicas, para aumentar a capacidade de atuação do navio. Em uma operação recente na Antártica, a embarcação colidiu de forma planejada com um navio envolvido na pesca predatória de krill, um pequeno crustáceo essencial para a cadeia alimentar marinha. As marcas do impacto ainda são visíveis na estrutura, embora já tenham sido reparadas.
Visitação e atividades educativas
O navio permanecerá em Ilhabela até o dia 3 de maio, atracado no canal próximo ao Píer da Vila. As inscrições para visitação estão esgotadas, mas há lista de espera. Durante esta semana, alunos da rede municipal tiveram a oportunidade de conhecer o interior da embarcação e participar de atividades educativas. A rotina a bordo também chama a atenção: toda a alimentação é vegana, o navio é equipado com desfibrilador e os vasos sanitários têm assentos aquecidos, comuns no Japão.



