O estado do Acre possui 1.626 pessoas que se identificam como seguidoras de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, de acordo com os dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse contingente representa 0,24% da população total do estado, evidenciando uma participação ainda modesta dessas crenças no panorama religioso acreano.
Distribuição municipal dos adeptos
Os números indicam que a presença dessas religiões está fortemente concentrada na capital, Rio Branco, que reúne 1.279 pessoas, o equivalente a aproximadamente 79% de todos os adeptos no estado. Em seguida, aparecem os municípios de Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard, cada um com 88 registros. Já nas cidades de Assis Brasil, Jordão, Porto Walter, Capixaba, Marechal Thaumaturgo e Manoel Urbano, não foram contabilizados adeptos.
Perfil por cor ou raça
O levantamento do IBGE também detalha a distribuição por cor ou raça. No Acre, a maior proporção de adeptos está entre pessoas pretas, com 0,42%, seguidas por pardas (0,24%) e brancas (0,19%). Entre indígenas, o índice é de 0,02%, enquanto não houve registros entre pessoas amarelas.
Cenário na Região Norte
Na Região Norte, o Acre aparece entre os estados com menor número de seguidores de religiões de matriz africana, à frente apenas de Roraima (1.551) e Tocantins (1.762). Os demais estados da região apresentam números mais expressivos: Amapá (2.881), Rondônia (3.733), Amazonas (10.472) e Pará (21.970).
Perfil religioso do Acre
Além dos dados sobre religiões de matriz africana, o Censo 2022 traça um panorama geral da fé no Acre. A maioria da população se declara evangélica: 303.599 pessoas (44,38%). Os católicos apostólicos romanos somam 266.329 (38,93%). O estado registra ainda 76.608 pessoas sem religião (11,2%) e 28.004 em outras religiosidades (4,09%). O espiritismo conta com 3.791 adeptos (0,55%), seguido pelas tradições indígenas, com 3.188 pessoas (0,47%).
Crescimento nacional das religiões de matriz africana
Em âmbito nacional, o Censo 2022 aponta um crescimento significativo das religiões de matriz africana. O Brasil passou a ter 1.849.824 pessoas que se declaram adeptas, o equivalente a 1,05% da população. Esse número é mais que o triplo do registrado em 2010, quando o grupo representava 0,3%. Segundo o IBGE, o avanço pode estar relacionado a uma maior segurança para que os praticantes assumam publicamente sua religião, reduzindo a subnotificação histórica.



