Bahia Farm Show 2025: Inovações, investimentos e expectativas para a maior feira do Norte/Nordeste
Bahia Farm Show 2025: inovações e investimentos

A 20ª edição da Bahia Farm Show, considerada a maior feira de agropecuária das regiões Norte e Nordeste do Brasil, teve suas novidades apresentadas na última segunda-feira (27) em Salvador. O evento ocorrerá entre os dias 8 e 13 de junho, no município de Luís Eduardo Magalhães, localizado no oeste baiano.

Investimentos e estrutura da feira

A organização estima que o conjunto de empresas e instituições participantes invista cerca de R$ 180 milhões na realização da feira. O complexo ocupará uma área total de 38 hectares, o equivalente a 380 mil metros quadrados, e contará com mais de 500 expositores, além de visitantes, empresas e operações de suporte ao longo de toda a semana. A estrutura incluirá um estacionamento com capacidade para 10 mil veículos. A expectativa é que o evento gere mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Tecnologia e inovação

Acompanhando a era digital, a Bahia Farm Show estará mais conectada e segura. A feira oferecerá um aplicativo com mapa interativo em tempo real, investirá em mobilidade interna com veículos elétricos e contará com uma central de monitoramento 24 horas equipada com reconhecimento facial.

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Autoridades presentes no lançamento

O lançamento contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT); do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa; da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada estadual Ivana Bastos; e do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos. Também participaram os secretários estaduais da Agricultura (Vivaldo Góis), Desenvolvimento Econômico (Aécio Moreira), Desenvolvimento Rural (Elisabete Costa), Desenvolvimento Urbano (Joaquim Neto), Infraestrutura (Saulo Pontes), Meio Ambiente (Eduardo Sodré), Relações Institucionais (Adolpho Loyola) e Turismo (Maurício Bacelar). O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, Jeandro Ribeiro, também esteve presente, assim como representantes de instituições financeiras: o superintendente estadual do Banco do Nordeste, Pedro Lima Neto; o superintendente de rede da Caixa Econômica Federal em Salvador, Sâmio Cássio de Carvalho Melo; e o gerente estadual de agronegócios do Banco do Brasil, Claudiney Ribeiro.

Cenário geopolítico e impactos no setor

Na agenda de discussões, o cenário geopolítico atual e seus impactos no setor produtivo foram amplamente debatidos. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, destacou a necessidade de reinvenção do setor e o papel estratégico do Estado e da indústria para o desenvolvimento e aumento da competitividade. “A agroindústria está verticalizando toda a matéria-prima que produzimos – soja, algodão, carne, fruticultura –, dando mais competitividade à produção do estado e do país. Devemos destacar as energias limpas e a produção pioneira de etanol de milho no oeste da Bahia”, afirmou.

A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, ressaltou que a conjuntura internacional é desafiadora e evidencia carências estruturais e operacionais que limitam o acesso do produtor a recursos. “Precisamos ver a feira além da oportunidade de negócios. É o momento de estarmos unidos e conectados como setor, envolvendo produtores, indústria e governo, para continuarmos avançando”, concluiu.

O segmento de maquinários agrícolas também sente o impacto. O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Assomiba), Maicon Crestani, pediu incentivos de agentes financeiros e mostrou otimismo: “Mesmo com o cenário atual, tivemos um aumento considerável de expositores do ramo na Bahia Farm Show, o que demonstra a credibilidade do evento.”

O presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi, pontuou que a feira é o elo entre o produtor e o que há de mais avançado no mercado global. “Extremamente necessária para nossa região, ela apresenta as tecnologias mais modernas do mundo, incluindo máquinas, insumos essenciais e defensivos agrícolas e biológicos que auxiliam no combate a pragas comuns no Oeste da Bahia”, concluiu.

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Demandas do setor e anúncios

O secretário estadual da Agricultura, Vivaldo Gois de Oliveira, ouviu as demandas do setor e manifestou apoio, especialmente à cadeia da citricultura, afetada pela baixa dos preços dos produtos. Gois destacou a singularidade da Bahia, único estado com três biomas: Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado.

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, avaliou que, na posição geopolítica, o Brasil se destaca por adotar uma posição neutra e passa a ser visto como supridor de alimentos. Ele apresentou um balanço de três anos do Plano Safra, que acumulou R$ 1,5 trilhão. “São mais recursos disponíveis, tanto para o agronegócio quanto para a agricultura familiar, com condições diferenciadas em relação ao mercado como um todo”, afirmou. Costa também anunciou a retomada das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, embora sem divulgar prazos.