Uma operação policial resultou na prisão de suspeitos envolvidos em maus-tratos a animais silvestres, que eram utilizados para fotos com turistas no lago do Janauari, no Amazonas. A ação, denominada Operação Anhangá 2, ocorreu neste sábado (9) e teve como objetivo resgatar animais que estavam sendo explorados economicamente para atividades turísticas.
Suspeito cobrava por fotos com animais
Um dos suspeitos, cuja identidade não foi divulgada, foi flagrado pela reportagem da Rede Amazônica oferecendo serviços de fotos com animais silvestres. Sem saber que estava sendo filmado, ele cobrou R$ 30 pela interação com preguiça, cobra e jacaré. A prática é crime no Brasil, conforme a Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/1998 e o Decreto Federal nº 6.514/2008, que preveem pena de seis meses a um ano de detenção e multa.
Animais provavelmente dopados
De acordo com o delegado Renato Matta, adjunto da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), os animais provavelmente eram dopados para parecerem dóceis. A polícia informou ainda que os suspeitos não eram indígenas, mas atuavam ao lado de uma aldeia Tuyuka, onde turistas acompanhavam uma apresentação cultural no momento das prisões.
Operação Anhangá 2
A operação resgatou dois jacarés e uma preguiça, que foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, na zona sul de Manaus. As multas aplicadas chegaram a R$ 10,5 mil. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Amazonas em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
A operação integra o programa Segurança Presente e contou com apoio de diversos órgãos, como o Departamento de Inteligência da Polícia Civil, a Coordenadoria de Operações Especiais, a Delegacia Fluvial, o Instituto de Criminalística, o Ibama e a Amazonastur. As denúncias foram encaminhadas ao Ipaam e incluíam solicitações do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) sobre exploração ilegal de animais silvestres para interação com turistas.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Anhangá ocorreu em 9 de maio de 2025, quando um homem de 22 anos foi preso e três adolescentes apreendidos. Na ocasião, sete animais foram resgatados, incluindo preguiças, macacos, uma arara e uma cobra.



